Capítulo 4: Despertar de Dracula


Primeira Parte: Solieyu Belmont

                Ao mesmo tempo em que os bravos guerreiros faziam seu caminho pela Floresta de Sangue algo acontece nos aposentos do conde de Castlevania. O local está completamente escuro, um tanto que abandonado se não fosse uma sombra furtiva que caminhava no local. As cortinas vermelha cor de sangue estão um tanto rasgadas, teias de aranha são tão intensas que parecem moldar novas cortinas. O ar está pesado, o cheiro de mofo é muito forte. De repente um feixe de luz quebra a harmonia da escuridão, a mesma vem da janela aberta por uma mulher em um vestido negro. Os cabelos de mesma cor do vestido, compridos a cobrir a nuca, seus olhos eram azuis bem escuros, um tanto diferente do resto de todos os humanos, seu rosto era fino e comprido, bonito, pálido e sério. A pele macia como não podia deixar de ser, uma mulher muito bem tratada. Seu nome é Eleonora, condessa que veio do norte de Roma na Itália, o que a trás para Castlevania é o desejo que só o vampiro a pode dar. Há dois anos atrás ela andou pelo mundo inteiro procurando as partes que trariam Dracula de volta, e pelos quatro cantos do mundo ela andou, obtendo sucesso. Eleonora nascera em uma família pobre, e vendia flores na vila para sustentar a mãe. Não tinha pai, pois o mesmo tinha sumido quando descobrira que sua mãe, Luisa, estava grávida. Em mais um dia de trabalho, por ser extremamente bela, chamou a atenção do Conde Dario Di Firenzi, que ao passar colocou seus olhos na moça, um tanto suja com sua cesta na mão. Ela tinha por volta de quinze anos quando ele saiu da sua carruagem e foi em sua direção.

                - Olá.- disse o homem bem vestido.
                - Olá senhor.- respondeu-lhe a moça com um leve sorriso no rosto.
                - Nossa, com são belas, são de seu jardim?- fala olhando para as rosas.
                - É, eu tenho um pequeno jardim onde as cultivo.
                - Nunca vi igual, e por serem as rosas mais belas que já vi, vou levar todas.
               
                Ela ia pegando apenas uma quando se interrompeu e olhou para o belo homem, de olhos verdes brilhantes que tinha se posto a sorrir para a jovem.

                - O que?
                - Sim, quero todas as rosas, são as flores mais belas que já vi em toda minha vida, de fato me têm cativado muito, e tudo o que me cativa faço de tudo para que fiquem comigo. Quanto custam todas?

                Eleonora pára por um instante e começa de imediato a contar quantas rosas têm na cesta.

                - Tudo bem, não precisa contar, aqui está, acho que isso deve pagar pelo menos um pouco de tão belas rosas.- Ele tira um saco de camurça vermelho, um tanto grande, cheio de moedas de ouro.

                Os olhos da moça triplicam de tamanho ao ver a bolsa amarrada com uma corda amarela.

                - Diga-me menina, qual é o seu nome?
                - Heim, o meu nome?- fala ela olhando ainda meio perdida para a pequena sacola.
                - Sim, tem um nome, não tem?
                - Sim... Chamo-me Eleonora.- os olhos azuis da moça se encontram com os olhos verdes do homem.
                - Eleonora.- disse ele com um sorriso encantado no rosto.- O nome da minha nonna, tão linda era ela.
                - Era?
                - Sim, era. Morreu ano passado.
                - Eu... Eu sinto muito.
                - Não precisa.- falou ele com uma leve risada.- Vender flores é a única coisa que faz para viver?
                - Sim, ajudo em casa, minha mãe está doente, costumávamos trabalhar nós duas, ela ia faxinar a casa de uns homens ricos, assim como o senhor, e eu a ajudava na cozinha.
                - E por que não continuou como cozinheira?

                Eleonora ficou em silêncio e olhou um instante para o nada.

                - Não precisa dizer se não quiser. De qualquer forma, espero que tenha ajudado-te.

                Logo o sorriso se iluminou no rosto da jovem.

                - Sim, ajudou-me muito, assim poderei comprar pão para comermos hoje à noite, mamãe ficará tão contente. Se ela comer, vai ajudar a melhorar. Não quero leva-la ao médico, a jogam como indigente e não cuidam dela, pois se for para ser assim, cuido dela, eu mesma!
                - Talvez eu possa ajudar.
                - Mais?- perguntou a moça surpresa?
                - Como assim mais?- falou ele dando uma risada.- Isso não é o que eu chamaria de ajuda.
                - Oh, mas é sim, senhor!- disse ela olhando para a sacola mais uma vez.
                - Acredite em mim, posso ajudar mais que isso. Eu tenho um grande amigo meu que é médico, talvez ele possa ajudar a sua mãe.
                - Hm, não sei, não. Médico de gente rica como o senhor costumam a cobrar o que eu jamais sonharia em ter em toda a minha vida.
                - Não precisa se preocupar.- disse ele dando uma risada.- Não lhe custará nada, prometo.
                - Jura mesmo?
                - O que eu ganharia mentindo para um estranha?
                - O que ganharia contando a verdade?
                - Não tenho muitos amigos, e acredito que com a mentira não se pode fazer muitos não é?

                Ela deu uma risada alta.

                - E por que um homem rico ia gostar de ser amigo de uma pessoa como eu?
                - Vai me deixar ajudar ou não?

                Eleonora pára e pensa um instante e logo dá a resposta.

                - Tudo bem, eu deixo. E espero que esteja falando realmente a verdade, pois há de se ver comigo se for tudo uma farsa!
                - Juro por tudo quanto é mais sagrado.
- Pois muito bem.

                Tempos depois Dario tinha ido para casa de Eleonora com um médico, a casa era pequena um tanto acabada. Dava para ver que atrás havia um belo jardim com rosas e outras flores muito belas. Eles vão andando pela moradia não provida de comida ou de muitos móveis, e em um canto de um quarto está uma senhora deitada em uma cama toda surrada. Eleonora coloca-se à frente e se senta ao lado da mãe enferma. Os dois homens param e esperam por um instante.

                - Mamãe?- diz Eleonora em voz baixa.

                Com uma certa preguiça a mulher no leito abre os olhos.

                - Mamãe, acorde, temos visitas.

                A mãe de Eleonora olha para a filha com uma expressão de uma mulher que já foi muito maltratada pela vida, mas mesmo assim não perdeu o seu olhar doce e até um sorriso de felicidade ao ouvir a voz da menina que é o único motivo pelo qual ela vive.

                - Visitas?- diz Luisa em voz baixa por falta de força.
                - Sim mamãe, eu trouxe um médico para que ele desse uma olhada em você.
                - Um médico? Mas minha filha, como iremos pagar?
                - Não precisa, minha querida.- disse Dario olhando para a senhora deitada em sua frente.
                - Mãe, ele veio ajudar a gente, não é senhor?
                - Sim, é claro!
                - Hmm, deixe-me olhar para você.

                Ele se ajoelha e olha para Luisa. A mesma olha fundo nos seus olhos verdes, brilhantes. E por um momento fica sem falar nada, olhar dele está firme, assim como os da mulher.

                - Não precisa esconder o que faz rapaz, é uma coisa boa!

O homem ali ajoelhado arregala os olhos, mas depois se recompõe sem que alguém perceba. Ele
logo se levanta e pede para que o médico examine a mulher.

- Estarei esperando lá fora.- disse Dario.

                Está anoitecendo e a lua se faz bela predominante no céu. Mas isso não é um motivo muito bom para o homem ali parado a admira-la. Algo encosta-se ao seu ombro fazendo-o ter um leve sobressalto. Ele se vira e olha para Eleonora, com os olhos brilhantes e um sorriso belo.

                - Não tive tempo de te agradecer ainda, senhor. Muito obrigada.
                - Não há de que, e gostaria de que parasse de me chamar de senhor, aposto que não sou tão velho quanto a senhorita.
                - Me desculpe, senhor, então como devo chamá-lo?
                - Dario. Quantos anos tem?
                - Quinze.
                - Nossa, parece um tanto mais velha que isso.
                - E isso é bom ou ruim?
                - Bem, acho que é indiferente, já que se me permite dizer, é uma dama muito bela.

                Eleonora solta uma risada.

                - Dama, eu? O senhor é muito galanteador, eu devo dizer. Mas acho que de bela, não tenho nada, olhe para mim, toda suja e em trapos. Como posso ser bela?
                - Já parou e se olhou no espelho? Bem no fundo de seus olhos?
                - Não...
                - Então não sabe o quanto é bela.

                O médico aparece interrompendo a conversa.

                - E então como ela está?- pergunta a moça.
                - Bem, ela está muito, muito fraca. O estado dela não é muito bom.
                - E o que podemos fazer?- pergunta Dario.
                - Bem, no estado em que ela está, ficando por aqui não ajudará em nada. Poderíamos leva-la a um hospital.
                - Não, eu não quero, vão esquecer dela lá. Eu quero cuidar dela!- diz Eleonora.
                - Bem, será pior para ela se ela ficar aqui.
                - Levarei as duas para o meu castelo. Cuidaremos dela lá. O que acha?- Dario pergunta para o médico.
                - Sim, isso seria muito bom, é claro.
                - O que acha?- pergunta para Eleonora.
                - Ora... eu... eu...
                - Então está certo, vamos leva-la ao meu castelo e cuidaremos dela lá mesmo!- Diz Dario com um sorriso.

                E assim foi feito. A carruagem correu pela noite iluminada pela lua. Eleonora olhava para a Janela maravilhada de ver o reflexo que a majestosa senhora da noite fazia sobre o lago. Dario ficou olhando para ela, como era bela, com certeza a criatura mais bela que encontrara na vida. Que sorriso. Não demorou muito para chegarem as portas onde todos os seus empregados o esperavam. O médico e mais dois homens levaram Luisa para um quarto. Eleonora ficou no salão com Dario e o resto dos empregados que foram logo chamados.

                - Muito bem. Eu gostaria que conhecessem Eleonora.
                - Ela é a nova empregada?- perguntou uma senhora de uniforme, provavelmente a governanta, um tanto gordinha com uma aparência bonachona.
                - Não, Judite, ela é uma convidada minha, ficará em um dos quartos de hóspedes. Quero que a tratem muito bem, ficará aqui até que sua mãe melhore. Gostaria de extrema atenção para com as duas, entenderam?
               
                A governanta gordinha se aproxima da moça. E dá-lhe um sorriso encantado.

                - Ora, mas como é bela essa menina!

                Dario abraça a governanta por trás e diz:

                - E com sua ajuda será a mais bela de todas não é?
                - Ora, mas com certeza senhor, com certeza, pode deixar comigo!

                Ele dá um beijinho em Judite e depois se volta para a moça ali um tanto acanhada.

                - Bem Eleonora, eu tenho que ir, tenho trabalhos a fazer, espero que se sinta a vontade.
                - Muito obrigada, senhor... quero dizer, Dario.
                - Não há de que, minha bela.

                Dario sai da sala. Ficam Judite, mais três empregadas e Eleonora no salão. Novamente a senhora bonachona diz em meio de risadas.

                - Venha minha querida, aposto que deve estar com fome, não é? Ora, ora, ora, temos muito a fazer, vou te transformar em uma rainha, há de ver! E não será tão difícil, pois já é bela como um anjo, com certeza, o meu senhor soube escolher bem!
                - Escolher o que?- perguntou a jovem.
                - Ora, nada, nada, minha querida, vamos, vamos!

                Instantes depois, como o vento Dario corre em seu cavalo cor da mais negra noite, com a espada na cintura, sua capa voa ao vento, está muito frio. Em meio as árvores não dá para ver muita coisa, no meio das folhas dá pra ver que o eclipse está começando.

                - Só espero que ele já tenha chegado, e que não seja tarde demais.

                Quando de repente algo voa na direção dele, pegando-o de lado e o jogando contra uma árvore violentamente. O cavalo pára metros depois. Ele se põe de quatro, ainda atordoado com a pancada que tinha levado. Finalmente de pé ele olha para os lados, não há nada, apenas havia o som dos grilos e corujas ecoando pelo ar. Ele empunha a sua espada e fica em posição de ataque. Ficando atento para qualquer coisa diferente. Seus olhos correm pelo lugar lentamente. Nada por enquanto, nenhum movimento em falso, mas ainda não é tempo de baixar a guarda, algo que o tinha jogando tão violentamente assim, não poderia ser nada, não era um galho, ele realmente foi atingido por alguma coisa, foi jogado contra a árvore. Mas não havia nada ali, o que poderia ser. Asas batem rapidamente, Dario se vira pronto para desferir um golpe, ele desse o braço com força, a lâmina corta o ar e outra coisa. O corpo cai no chão e outra parte dele também.

                - Opa... sinto muito dona coruja.- fala ele olhando a coruja decapitada no chão.

                Olhando mais uma vez para os lados ele guarda a sua espada. Monta em seu cavalo, e volta a correr em meio as árvores que tinham um tom azul escuro devido estarem sob um seu onde a lua se fazia mais brilhante que qualquer outro astro. A escuridão era o que mais se fazia presente naquele momento, a não ser por um par de duas luzes vermelhas que brilhavam por trás de Dario enquanto cavalgava velozmente na terra árida. As luzes o perseguiam, até que dessas pequenas bolas, se fez o dono delas. Um morcego extremamente gigante era o dono das duas esferas vermelhas, das quais eram seus olhos. Suas presas afiadas e brancas estavam a mostra. Suas asas batiam lenta e silenciosamente por trás do paladino. O monstro foi chegando mais perto, até que se preparou para dar o bote, e ao faze-lo, Dario salta, e cai em cima do bicho como se estivesse montando em seu próprio cavalo, só que este voa.

                - Achou mesmo que eu fosse tolo o suficiente, não?- fala Dario tirando a sua espada para fora.

                O morcego dá um grito e voa para cima ficando por cima das árvores, e de cima dava pra ver Roma inteira.
               
                - Muito bem, você vai me levar direto para onde eu quero ir!

                Mais um grito do animal, cujo os pelos são puxados por Dario para que o leve até o Coliseu. Com um movimento rápido o monstro joga o guerreiro para longe, arremessado ele começa a gritar. Mas é de novo agarrado pelo morcego que agora o tem como presa. Eles estão chegando em seu destino.
                Lá de baixo um homem observa os dois chegando a majestosa arena romana. Então sem se demorar ele corre para dentro do campo de batalha. Lá dentro o morcego, joga Dario no chão e depois voa para o lugar onde os imperadores costumavam a se sentar para assistir os gladiadores serem devorados por leões. E lá só dava para ver uma sombra humana sentada em uma espécie de trono. Dario se põe de pé, sua espada não estava mais com ele. Uma voz ecoa pelo ar.

                - Seja muito bem vindo Dario Di Firenzi. Ou eu devo chamá-lo de... Solieyu Belmont?

                Os olhos do homem na arena se tornam firmes.

                - Apareça de uma vez demônio e vamos acabar logo com isso!
                - Ainda não, tenha calma, mortal, ainda falta mais um convidado.
               
                Outra voz toma conta do Coliseu:

                - Estou aqui.

                Um homem forte, por volta de seus quarenta anos aparece trajando uma armadura azul, e na sua cintura um chicote. Seu rosto era bonito, mas extremamente sério, os cabelos loiros presos em um rabo de cavalo. Christopher Belmont se fazia presente ali também.
                O ser sentado se põe de pé e dá uma risada, e dá um passo a frente vindo para a luz. Um homem ligeiramente magro, um rosto pálido, mas que não deixava der atraente. Os cabelos eram presos por um laço preto, como suas roupas. Os cabelos eram negros, a descrição para esse homem é como se ele fosse o ser que não gostava de claridade, era um ser sinistro.
                As saídas do Coliseu se fecham com grandes lanças que saem do chão. E do mesmo, saem guerreiros, mortos, esqueléticos em armaduras parcialmente destruídas e espadas enferrujadas. Chris joga uma espada que estava em sua cintura para seu filho.

                - Tome aqui!- fala ele lançando a arma.- Tome cuidado meu filho.
                - Não se preocupe, já os enfrentei uma vez, posso enfrenta-los de novo!
- Dracula o quer novamente meu filho, e estou muito velho para ir até lá e te salvar novamente!-
fala o guerreiro sorrindo.
                - Terei cuidado.
                - Que tenha início o espetáculo.- diz o homem de preto.

                Todos os esqueletos guerreiros começam a se locomover em volta dos Belmont, girando suas espadas, as gigantes bolas de metal com espinhos, machados, enfim armas usadas por antigos gladiadores. Dario, ou Solieyu Belmont, gira a espada na mão se preparando para a batalha. As criaturas vão andando ao redor deles, os olhos de Christopher estão atentos a cada passo. Quando finalmente se dá início a luta. Ao primeiro golpe de espada do inimigo Solieyu se defende com a espada que lhe foi dada empurrando o monstro seguidamente no chão com o corpo. Os outros vão para cima do guerreiro que usava o chicote, machados cortavam o ar, passando rente ao rosto dos dois. Dario salta para trás escapando de um desses golpes, seu pai já tinha derrotado alguns esqueletos armados. Os dois iam lutando bravamente pela arena, como verdadeiros gladiadores, era um espetáculo a batalha que se seguia. Um por um caia e os dois Belmonts ainda permaneciam de pé. Um dos esqueletos que segurava uma corrente ia para atacar Christopher que se mantinha ocupado com outro que lhe dava trabalho. O ser se prepara para agarro, quando de repente ele desmonta. Solieyu tinha acabado com ele antes que ele se aproximasse de seu pai. Até que o último caiu. Mas o problemas ainda estavam longe de terminar, sem que eles pudesse descansar muito o gigante morcego levantou vôo novamente e foi em direção a eles atacando primeiro o guerreiro de Vampire Killer na mão. Christopher, rola para frente e consegue dar uma chicotada no animal que solta um grito de dor, o mesmo voa para o alto, ultrapassando a altura das paredes do Coliseu e volta velozmente para atacar o Belmont mais velho. De imediato o homem tira um crucifixo que está pendurado em seu pescoço e o segura na mão, vendo que o animal estava cada vez mais próximo os segundos se fazem minutos. Cada vez mais próximo, ele não ouve mais som algum. Cada vez mais perto, seus olhos estão firmes e seguros. Quando de repente milímetros da besta ele se joga deitando no chão, o morcego passa por cima dele, ele o agarra por baixo indo junto com o bicho. Se agarrando nos pelos do monstro e voando pelos ares ele encosta a sua cruz no peito do mamífero voador. E ali começa a sair fumaça. Em dor ele solta um som horrível aos ouvidos, dá um golpe em Christopher o jogando longe.

                - Pai!- grita Solieyu.
               
Caindo no chão o gigante morcego não consegue se manter de pé. Se arrastando pela arena ele tenta voltar para onde o ser que havia convidado os dois guerreiros a batalha estava. Mas não foi preciso, ele mesmo se materializa na arena onde o monstro, fraco se deita. A besta olha suplicante para o homem ali que se agacha fazendo carinho em sua cabeça.

                - Meu amigo... muito obrigado. Eu nunca vou esquecer de você.

                E com um ar de descanso a besta fecha os olhos, e logo se desfaz em uma fumaça azul.
                Solieyu se vira para o homem. O mesmo se vira para o jovem Belmont e dá-lhe um sorriso. Christopher aparece com a sua Vampire Killer na mão, um tanto machucado pela queda, mas estava bem.

                - Então é você quem está assassinando as moças da cidade...- diz Dario.
                - Ora, mas que audácia, eu não sou nenhum assassino.
                - Então a lenda é verdadeira. Você é Lestat, o filho de Dracula.- diz Christopher.
                - O que?
                - Digamos que seja isso mesmo. Pois foi ele quem me tornou o que sou hoje!- diz o homem em trajes escuros.
                - Ele é um vampiro Solieyu, assim como Lorde Vlad em Castlevania. É ele quem está matando as mulheres de Roma, e ele o faz para se alimentar.
                - Maldito! Eu vou te mandar para onde pertence, eu vou te mandar para o inferno.
                - Eu gosto de homens corajosos, venha Belmont, eu quero ver do que é capaz!- Lestat some dali.

                Os dois ficam procurando onde ele poderia estar. De repente ele aparece no céu e vem como um cometa dando um soco em Christopher o jogando longe. Solieyu olha para ver onde o vampiro estava, mas era inútil, mais uma vez ele havia sumido. Christopher se levanta meio tonto. A Vampire Killer já não estava mais em seu poder, estava jogada no meio da arena. Solieyu corre para pagá-la, e assim que o faz é atacado por um golpe no estômago que acabara de receber. Ele cai no chão, o vampiro reaparece com os seus caninos a mostra e os olhos brilhando em vermelho. Ia se agachar para encostar-se a Solieyu, está com fome e ia se alimentar com o sangue do jovem Belmont. De quatro o rapaz tenta se levantar, perto o Lestat vai para encostar-se a ele, mas é quando o guerreiro se vira e envolve as mãos do seu oponente com o chicote sagrado. Um grito de dor horrível ecoa pelo Coliseu, os punhos do vampiro começaram a expelir fumaça, as suas mãos caíram como se ácido tivesse sido jogado para separa-las do resto do corpo. Ele dá dois passos para trás, se ajoelhando olhando para onde devia ter um par de mãos. Solieyu se levanta e olha para ele e sem dó lhe dá um golpe o degolando. A cabeça voa alguns centímetros no ar, e o corpo cai no mesmo instante no chão, se desfazendo em fumaça e sumindo, o mesmo acontece com a cabeça tempo depois que encosta no chão.
                Christopher caminha na direção de seu filho que fica parado por um instante olhando para o nada. Coloca a mão em seu ombro. Solieyu o olha e lhe entrega o chicote.

                - Fique com você, meu filho.
                - Não. Eu não quero ser um caçador. Não quero saber de batalha para a eternidade.
                - Mas é necessário, temos que proteger o mundo das força das trevas, não podemos deixar que todos sofram, somos responsáveis...
                - Somos?- interrompe Solieyu. - Quem disse? Quem nos deu essa obrigação? E além do mais, o que nós tivemos com isso? Se souberem que somos Belmont expulsam-nos de onde for. E isso acontece de gerações em gerações nas nossas famílias. Eu não quero mais uma vida em que eu não sei se vou acordar vivo no próximo dia ou não. Eu quero ser uma pessoa normal. Para mim chega, eu não quero saber.
                - Mas meu filho...
                - Adeus papai. Porque não ensina isso tudo a Allen? Talvez ele queira continuar com a nossa maldição.
               
                Dario sai caminhando do Coliseu deixando Christopher só, segurando a Vampire Killer em sua mão.  E lá o homem de armadura azul diz:

                - Não faço isso porque gosto, mas porque sou obrigado.

                Tempos depois Dario retorna para o seu castelo. A sua governanta vem recebe-lo com um sorriso enorme. Ele um tanto sério pergunta como Eleonora e sua mãe estavam.

                - Oh, estão dormindo, aquela moça é realmente um anjo! Tão doce, tão meiga.- dá uma risada.- E como é bela menina, onde achou essa pequena?
                - Era uma vendedora de flores, é com certeza a criatura mais bela que eu já vi.- diz ele sorridente.- Bem, eu vou me deitar, qualquer coisa, mande me chamar.
                - Sim senhor, e como foi hoje? Encontrou o assassino?
                - Sim, não há mais nada com que se preocupar.
                - Oh graças a Deus. E ao senhor, é claro, eu não sei o que seria de Roma sem o senhor.
                - Pois pode começar a imaginar. Essa foi a ultima noite em que olho por essa cidade.
- O... o que? Mas...
                - Boa noite Judite.

                E ele sai subindo as escadas para o seu quarto.


Segunda Parte: Eleonora.

                As cortinas se abrem, o sol entra e bate no rosto do rapaz que está dormindo calmamente em sua cama. Ele abre os olhos, Judite está a olhar com um sorriso e uma bandeja com o desjejum a sua espera. Dario muito sonolentamente olha para a mulher parada, mas logo se acende ao se lembrar.

                - E Eleonora? Como está?
                - Oh, está muito bem, está no jardim, lendo um livro, que bela que ela é! Sabe até ler, isso não é maravilhoso? Ficou encantada com a biblioteca. Coloquei-a em um belo e confortável vestido, sim senhor, ela está mesmo uma graça. O senhor realmente acertou dessa vez!- diz ela com um riso pequeno, mas verossímil.
                - Acertei? Em que?
                - Oh, nada senhor, nada.- uma outra risadinha.- Tome seu café.
                - Não, obrigado Judite, quero vê-la.- se levantando da cama, e indo se vestir.
                - Ora, mas sempre toma o seu café na cama.
                - Bem, hoje farei diferente. Ela já tomou café da manhã?- diz ainda se trocando.
                - Não senhor, ela acordou e foi ver como estava a mãe. Ofereci-lhe alguma coisa para comer, mas mesmo assim não quis, e depois mostrei-lhe o castelo.
                - Hmm, e como está a mãe dela?
                - Está bem, está descansando.
                - Vou vê-la agora.- aparece vestido.- Então, como estou?
- Ora, como um menino com a sua primeira namorada, totalmente ofegante e os olhos
brilhando mas do que o próprio sol.
                - Ora Judite.
                - Está belo como sempre meu senhor.- diz ela olhando-o com carinho.
                - Hm, não posso confiar muito no que a senhora diz, sua opinião tem o mesmo valor que opinião de uma mãe, e por mais que a criatura seja feia, a mãe sempre acha que é o mais belo do mundo.- diz ele indo na sua direção dando um beijo em seu rosto.- Vou visitar a mãe dela agora.

                Ele sai de seu quarto e vai caminhando pelo imenso corredor, cheio de quadros nas paredes, e portas que dariam para outros quartos de hospedes. Só se ouvem seus passos ecoando pelas paredes. Até que finalmente chega, e abra gentilmente a porta, não querendo fazer muito barulho. O quarto está parcialmente escuro. Ele vai caminhando em silêncio, até que a mulher na cama vira sua cabeça e põe seus olhos nele novamente. Um leve sorriso aparece em seu rosto. Dario a recebe com outro e logo pergunta.

                - Como está?
               
                Depois de um suspiro ela responde:

                - Cansada.
                - Se sente um pouco melhor?
- Sim... obrigada, venha, sente-se aqui do meu lado.

                Ele o faz.

                - Não vou lhe perguntar, o porque que está ajudando-nos. Sei muito bem o porque. Sabe, meu jovem, às vezes não podemos encontrar respostas para tudo o que queremos, mas há certas coisas que não necessitam de respostas. Sei que não foi só a beleza de minha filha que chamou-lhe a atenção. E você sabe também que o que você vai sentir por ela, é diferente, não será só amor, será algo a mais. Os seus caminhos foram postos em encontro por um motivo que sabes bem qual é.- ela olha no fundo dos olhos de Solieyu, que a olhava profundamente nos olhos também.- Por mais que não seja o caminho mais simples, meu filho, nunca negue quem você é na verdade, ainda mais você que tem uma missão a cumprir, não desista só porque as respostas não lhe aparecem de uma vez. Deus nunca nos deixa sem respostas, meu jovem. Por mais que elas demorem a aparecer, elas sempre aparecem. Mas se der as costas, elas nunca hão de se concretizarem. - ela vê que ele a olha com tamanha admiração.- Não, eu não sei quem você é na verdade, rapaz. Mas sei sim, que você é um ser iluminado, e quem tem muito a fazer ainda, e acredite meu filho, o que faz é glorioso. Não desista de quem é ou o que faz, é importante para todos, e principalmente para você.
                - Quem... quem é você?- pergunta o jovem rapaz completamente perplexo.
                - Uma aspirante a ser sua sogra.- diz seguido de uma risada que é acompanhada com a de Dario.
                - Não há com que se preocupar, eu vou proteger vocês duas, não vou deixar que nada aconteça com vocês, eu prometo.
                - Eu sei meu rapaz, eu sei, e não hei nunca de duvidar de suas palavras.- diz ela olhando com um sorriso belo no rosto.- Agora vá, Eleonora está esperando.

                Belmont sorri ao ouvir o nome da moça, dá um beijo na testa da senhora, e sai do quarto, com um sentimento forte no peito, o sorriso não desaparecia, e os passos eram um tanto apressados pelos corredores. Descendo escadas, ele passando por todos os ambientes do castelo, até que finalmente chega em seu enorme jardim. E ao fundo vê, Eleonora sentada, com um belo vestido branco, e um guarda sol de mesma cor, lendo um pequeno livro, tão bela ela estava, por mais que tivesse só quinze anos, aparentava completa maturidade de uma mulher. Ele não pode conter mais o seu sorriso, e logo se apressa a sua direção. Ela o percebe, e seu rosto se ilumina prontamente ela se levanta, e lhe faz reverência.

                - Ora não precisa disso, minha bela, não sou rei ou conde de coisa alguma, sou apenas dono da casa.- pegou-lhe a mão e a beijou.- Dormiu bem, minha querida?
                - Oh sim, muito obrigada, nunca tinha dormido assim antes.
                - Acabei de vir do quarto de sua mãe, ela me parece bem melhor.
                - Oh, sim está. Não sei como posso te agradecer, o senhor... me desculpe, você só pode ser um anjo, sim, um anjo que apareceu em minha vida.- diz ela com os olhos brilhantes.
                - Ora, não sou nada disso, minha bela. Apenas apareci na hora certa, no lugar certo.
                - Como posso te agradecer pelo o que fez por mim?
                - Não precisa minha querida, não faço isso por obrigação.
                - Oh, eu sei disso, mas...
                - Tudo bem, eu sei como pode me agradecer.
                - Como?- diz ela com um sorriso no rosto.
                - Dando-me a honra de acompanha-la em um passeio.
                - Oh... ora... eu..., mas é claro.- diz ela ficando com a face rubra.
               
                E andando pelo jardim, ele diz.

                - Espero ser o primeiro hoje.
                - O primeiro?
                - Sim o primeiro.
                - A que?
                - A dizer-te o quanto és bela.

                E novamente ela corou. Foram andando de mãos dadas pelos jardins, até que chegaram em uma árvore que dava uma sombra convidativa. Se sentaram, ela colocou o seu livro de lado, os olhos novamente se encontraram e ficaram fixos um no outro por um pequeno instante.

                - Se me permite dizer, tem os olhos muito bonitos.
                - E o senhor sabe como me deixar sem jeito.- diz ela com um sorriso sem graça.
                - Sinto muito, não era essa a minha intenção. Mas não pude deixar de ver em momento algum o quanto és bela.
                - Obrigada! Nunca ninguém me disse isso antes, a não ser minha própria mãe.
                - Ora menina você é linda, como alguém nunca há de reparar em você? Mas me conte, me conte um pouco de sua vida. Me conte um pouco de você.
                - De mim? O que há de tão interessante sobre mim, sou uma pessoa que não tem nada, diferente de você que tem tudo.
                - Apenas me conte qualquer coisa, eu quero descobrir o que há dentro de você. Quero te conhecer, Eleonora.
                - Bem, tudo bem. Vamos ver... Tenho morado com minha mãe a minha vida inteira, ela me contou que meu pai me abandonou assim que soube que ela estava grávida de mim. Nós sempre moramos naquela casa, trabalhávamos, como eu já te contei, de cozinheira e faxineira. Não deu muito certo...
                - Por que não?
                - ...
                - Tudo bem, não precisa falar se não...
                - Eles sempre tentavam, me atacar, queriam tirar-me a roupa.- interrompe ela.- Não só uma vez, ficamos indo de casa em casa procurando emprego esperando que as coisas ficassem melhores, até acharmos uma mansão enorme, o dono do lugar nos aceitou na hora. Minha mãe tinha começado a ficar doente, mas lá ela tinha cuidados. Até que um dia esse mesmo senhor, falou que se eu não me deitasse com ele, ele a jogaria na rua do jeito em que estava.- ela fica em silêncio por um instante.- Então...- uma lágrima desce pelo seu rosto.- eu o fiz. Foi horrível... e mesmo assim ele jogou nós duas na rua.- fala ela chorando.
                - Oh meu Deus!- diz ele abraçando-a com extremo carinho.- Está tudo bem agora meu amor, eu estou aqui para você, não vou deixar que nada de ruim aconteça a vocês duas. E muito menos com você, não com você meu anjo.- fala olhando no fundo dos olhos lacrimejantes da moça.
                - Por que? Por que faz isso por mim?- diz ela se perdendo nos belos olhos do rapaz.
                - Você é como as rosas que me dera, a mais bela de todas que eu já vi em toda minha vida, e me tem cativado muito, e tudo que toca o meu coração faço de tudo para que fique comigo para sempre.
                - Oh... eu...
                - Não diga nada meu amor.- ele gentilmente a beija na testa.- Estarei sempre aqui para você.- diz com um sorriso.
                - Oh, Dario... você é maravilhoso...- outra coisa chama a sua atenção por trás do rapaz, que a faz arregalar os olhos.- Oh meu Deus! Patos! Patos! Eu adoro patos! Você tem patos aqui!
                - Oh, sim! Sim! Eu amo patos!- ele ri se deliciando com os olhos de Eleonora.- Eles são de fato meus animais preferidos, tão engraçado como andam, não é mesmo?
                - São lindos, Dario.- os olhos dela estão brilhando.

                Não demorou para que os dois se apaixonassem loucamente um pelo outro, e se casassem prontamente, não sabiam respirar um sem o outro. Amor era algo até simplório para o que os dois sentiam um pelo outro, não havia ciúmes e nem discussões, eram perfeitos juntos. Infelizmente no inverno, a mãe de Eleonora falecera. E daquele inverno em diante a vida do casal tomou outro rumo. Solieyu se encontrava em seu escritório quando Eleonora entra quieta no lugar.

                - Posso entrar, meu amor?- pergunta Eleonora.
                - Mas é claro, não estou muito ocupado.

                Ela vai para Dario, e se senta no colo dele, e vai fazendo carinho no colo do rapaz.

                - Sabe, meu amor, eu estive pensando, estamos só nós dois aqui, sabe, às vezes me sinto bastante sozinha, você... não gostaria de ter um filho? Sabe, ele seria lindo, igual a você, teríamos alguém a dividir o nosso amor, e para nos amar quando estivermos velhos e solitários.

                Dario olha para ela por um instante.

                - Bem, se for para ser belo, essa criança teria que ser igual a você.
                - Então, isso é um sim?- diz ela com os olhos brilhantes.
                - Sim, meu amor, isso é um sim.

                Os olhos da moça brilhavam mais do que a luz do sol, em plena felicidade, o ar lhe faltou, e a única coisa que lhe foi capaz de ser dito foi:

                - Oh meu amor!- e logo o beijou apaixonadamente.

                Tempos depois os dois se encontravam deitados na cama por baixo do lençóis abraçados, e um tanto cansados, ela mantinha um sorriso no rosto, enquanto acariciava o peito de seu amante. Ela olhou para ele por um instante, e o homem por sua vez olhou para ela com um sorriso radiante e apaixonado.

                - Se for homem... que nome daríamos a ele?- perguntou Eleonora.
                - Não sei...-suspira.- você tem alguma idéia?
                - Bem, andei pensando em alguns. Bernardo? Eduardo. Pietro talvez...
                - São bonitos nomes, vamos ver, Eliandro, Marcello, Antonio...
                - É, mas tem que ser algo que combine mais com ele, se ele for um menino, algo que combine com o que ele é. Que tal Juste?
                - Juste? Mas, é um nome estranho, não é Italiano.
                - Assim como você também não é, meu bem amado. Acho que Juste Belmont seria um belo nome para ele não acha?- ela olha sorridente para ele.

                Seu olhos fixam na mulher ali deitada ao seu lado, ele gela por um instante.

                - Ora, não precisa ficar assim, meu amor, não há nada de errado nisso.- ela o conforta.- Em uma noite eu o escutei falando enquanto dormia, não me parecia um sonho, mas sim um pesadelo, e você vivia repetindo a si mesmo que não queria ser um Belmont, que não queria ser amaldiçoado. Oh, meu amor, o que há que tanto lhe atormenta? Não o culpo de ter escondido isso de mim, deve ter tido as suas razões, e sei bem que não são pequenas, e nem bobas, pois eu sei quem são os Belmonts, sei das histórias que contam, dos bravos caçadores de vampiros e demônios. Me tomei por um certo medo no momento, pois sempre achei que Belmonts não existiam, achei que fossem todos apenas heróis de mitologia. Mas, não, acabei de me entregar para um deles, isso não é fascinante?- diz ela em extrema satisfação.- Eu sou esposa de um Belmont. Oh isso com certeza é uma honra para mim. Eu... Eleonora Belmont. Renego todo o Belnades de meu nome para ser uma Belmont, meu amor. Por ti, e pelo meu amor faço tudo. Ora Dario não fique assim, está tudo bem, eu não me importo. Eu te amo, mais do que tudo nesse mundo.

                Ele a abraçou sem saber o que dizer, mas sentia um alívio, ela realmente o amava, não ao conde, mas sim a quem ele era realmente, ao que ele nasceu. A abraçou bem forte, olhando para o nada, ele disse:

                - Meu nome é Solieyu... Solieyu Belmont.
                - Solieyu, parece francês para Sol, será que tem algo a ver? Aquele que brilha como o sol? Aquele que veio do sol, talvez?- ela ri.- Ou às vezes não passo de uma tola, pensando bobagem.
               
                Ele ri.

                - E se for uma menina?
                - Que tal Catarina? Alliana?...

                E a conversa durou horas. E os anos se passaram, o jovem Juste havia nascido. Ele tinha nove para dez anos, e ainda não sabia que era um Belmont, porque Solieyu ainda queria manter segredo, mas este que não pôde ficar muito em escuridão, pois uma luz terrível o havia tirado de seu anonimato. Em um noite calma, houve um ataque inesperado no castelo do filho de Christopher. Uma legião de demônios, tentaram entrar a força. Todos ali acordaram. O pequeno Juste acordou gritando, e saiu correndo para o quarto de seus pais que estavam também em alerta forçado. Eleonora o abraçou, Solieyu olhou pela janela e viu os monstros esqueletos voadores com asas de couro rodearem o lugar. O som de baterem na porta lá embaixo era estrondoso.

                - Não saiam daqui!

                Dario vai para a porta e quando abre se encontra com Judite ele ordena que ela fique com Eleonora e Juste, pergunta onde estavam o resto dos empregados, Judite respondeu que não sabia onde poderiam estar. Ele sai correndo pelos corredores, e vai em um quarto, nesse quarto há um quadro com um anjo desenhado, o mesmo anjo que havia no baú de Allen, atrás dele havia um botão, ao qual ele aperta, e uma estante que havia ali sai de seu lugar mostrando uma passagem secreta. Ele entra por ela. Lá haviam certas armas, sua espada, uma cruz, e frascos de água benta, armas sagradas pertencentes aos Belmonts. Olhou para sua espada por um instante e a pegou, relutou um pouco em pegar as armas de seus ancestrais mas assim o fez, não era hora de orgulho besta. Saiu daquele quarto quando ouviu as portas se quebrarem. Demônios e outros monstros começaram a invadir a casa de Solieyu. Ele salta do para peito, se pendura no candelabro pendurado, se jogando seguidamente, em cima do que parecia ser um lobisomem. Sua espada foi direto no meio do peito. Outros vieram para cima do jovem Belmont, e ele foi desferindo golpe após golpe, destruindo cada um deles. Quando algo o acerta no braço, ele dá dois passos para trás em dor, e olha. Era um esqueleto que segurava ossos em sua mão. Ele lançou mais outro que foi logo evitado pela espada. Outro osso se materializou na mão da criatura. E assim foi lançando, um após o outro. Saltando de um lado para o outro. Solieyu tinha dificuldade em acerta-lo o monstro era por demais ágil. E como se já não bastasse, para dificultar mais ainda, outra coisa pula no pescoço do jovem Belmont. É um homenzinho, bem pequeno, este com aparência feia, a sua altura não deve passar dos joelhos. Se pendurou na nuca de Dario, e logo lhe mordeu. Ele gritou em dor e arrancou a criaturinha de lá, enquanto se esquivava das ossadas que levava. Jogou o monstrinho no ar e o cortou ao meio com a espada, um pouco de sangue respingou em seu rosto. Mas ainda não tinha terminado, o maldito esqueleto continuava a atirar-lhe ossos. Então pegou de seu bolso um frasco de água benta, olhou para o ser e disse.

                - Gosta de atirar coisas nos outros, heim?- O Belmont dá um sorriso maligno.- Eu também!

                Dita as palavras ele atirou o pequeno frasco nos ossos ambulantes, o vidro se quebrou e água caiu por todo o seu corpo, que logo se desmontou, e evaporou em fumaça azul. Ele olha ao redor, parece tudo acabado... Mas não, lá fora vinha mais centenas, milhares, na verdade não dava para contar, ele resolveu correr de volta para o quarto, e quando chega, encontra um desses esqueletos voadores com asas de couro tentando atacar as mulheres que protegiam seu filho, a parede onde ficava a janela estava destruída indicando que o bicho tinha entrado por ali. Solieyu salta para cima do monstro, caindo para fora de seu quarto, junto com a criatura, mas não chegam a cair no chão porque, o ser começa a bater suas asas, ele sai voando de um modo a tentar jogar o seu oponente longe. Dario se segura firme em uma das costelas do monstro. Com a sua espada na mão ele corta-lhe a cabeça. Não foi um ato muito inteligente por ainda estarem pelos ares. O resto do corpo foi caindo em direção a uma árvore. E o rapaz pode se agarrar em um galho. Eleonora aparece lá em cima no quarto chamando pelo seu corajoso amor. Ele não pode descer da árvore pois está rodeado por inimigos. Ele fica agachado, e salta, no ar ele lança um frasco, dizendo palavras mágicas, estas que lhe foram ensinadas por Christopher quando era pequeno. Ele parou flutuando. Nuvens apareceram do nada, e começou a chover água benta, em todo o castelo e seus domínios. Foi suficiente para que destruísse o que impedia de que Solieyu voltasse para o quarto junto com a sua família. No quarto ele vai para a um botão que ficava ao lado de sua cama. E mais outra passagem secreta se revelava.

                - Vamos, isso vai dar aos porões do Castelo, podemos escapar por lá. Vão descendo o corredor.
                - Por que estão nos atacando?- pergunta Eleonora desesperada.
                - Não há tempo para perguntas agora, vamos.

                Quando de repente algo faz Solieyu parar de correr, seus olhos se arregalam, sua pele fica gélida e branca. Um leve vento frio acaricia os seus cabelos.

                - Oh meu Deus...- diz ele aterrorizado.
               
                Correndo mais a frente Eleonora, olha para trás e vê seu amor parado, ela volta para buscá-lo.
               
- O que foi meu amor?- ela olha preocupada.
               
                Ele olha fantasmagoricamente para ela. E logo em seguida diz.
               
                - Vá...
                - O que?
                - Vá! Saia daqui! Pegue a carruagem que está lá em baixo e fuja. Eu não posso ir agora...
                - O que? Do que está falando, vamos! Eu não vou te deixar aqui.

                Solieyu a agarra pelos braços e a beija.

                - Lembre- se meu amor, eu vou estar sempre com você. Sempre, eu te amo.
                - Sol...o que aconteceu?
                - Vá Eleonora, vá!- ele grita com ela.
               
                Relutante e chorando ela vai descendo as escadas. Dario volta e fecha a porta da passagem secreta e pára no quarto. Ele pode sentir. A sensação transcorria pelos seus dedos, seus cabelos, seu dentes. Era algo que seu pai o avisara em seu treinamento, ele se sentiria assim quando fosse enfrentar esse oponente. Das sombras de seu quarto, se forma um ser, que se põe de pé na frente dele. A sombra que não dependia de paredes ou chão se torna sólida. Está vestida em um manto negro, e segura em sua mão uma foice. Sua cabeça se levanta a olhar Solieyu, seu rosto está escondido pela sombra que o capuz faz. Mas logo o tira, mostrando um rosto humano de uma mulher, com o rosto pálido, e dando-lhe um sorriso sinistro. O rosto era belo.

                - Olá, Solieyu Belmont.
                - A...morte...- diz tentando engolir um certo medo.
               
                Ela sorri delicadamente.

                - Me chame de Magnólia por favor. A hora chegou Belmont. O mestre precisa de almas para que ele possa voltar a esse mundo. E nada melhor do que entregar a sua alma e de seu filho para ele, não acha? Seria o presente perfeito. Quanto mais jovem a alma, melhor. Começando por você, depois irei atrás de seu pai, de seu irmão e do mais novo Belmont, seu filho Juste. E assim acabarei com qualquer ameaça que vocês possam causar ao meu amo.
                - Eu não permitirei que isso aconteça!- diz ele trocando o medo por fúria.
                - Hmmm, corajoso.- diz Magnólia sorrindo.- Adoro homens assim.

                Solieyu saca a sua espada e fica em posição de batalha.

                - Se você quiser fazer do jeito mais difícil, Belmont, que assim seja!- e ela desaparece.

                Só dá para ouvir as suas risadas ecoando pelo quarto. Ele vai girando o seu corpo olhando atentamente, voltando o seu rosto para o lado destruído do seu quarto, ele vê que a carruagem ia saindo ao fundo correndo, um pequeno sorriso se fez no rosto do rapaz.

                - Ah, então é lá que está a sua família? Que interessante, mudei de idéia, vamos começar por eles então!- a morte reaparece e voa atrás da carruagem.

                - NÃÃÃÃO!- grita Solieyu.

Correndo o mais veloz que pode ele sai de seu castelo e assobia para seu cavalo, o animal vem e ele o monta e partem atrás de Magnólia que voava atrás da família do jovem Belmont. Ele estava alcançando a morte, esta que nesse momento ficava de pé em cima da carruagem. Se aproximando mais do carro a frente ele saltou para cima agarrando o ser de manto negro. Dentro da carruagem eles sentem tremer. Eleonora grita em susto, ela abraça seu filho. Lá em cima Solieyu tenta tirar a morte de cima do carro. Não há como se mover muito ali em cima devido ao pouco espaço que resta. Ele vai se esquivando como pode dos golpes de foice. E nos momentos em que consegue um espaço atinge seu oponente com a espada. Até a carruagem cai e o carro vira. Solieyu cai de cima, a morte fica flutuando. O movimento para. Mais uma risada de Magnólia. Todos ali dentro estão bem. Ao abrir a porta da carruagem, é impedida pois Solieyu salta para cima dela novamente a atacando. Dentro do carro virado Eleonora pergunta se estão todos bem. A resposta é afirmativa. Ela se levanta e abre a porta, e vê seu amante lutando bravamente contra o ser de negro segurando uma foice. Muitos golpes de lâminas são desferidos tanto da espada como da foice, muitos desses golpes acertam somente ar, mas outros atinge o seu oponente em cheio. E foi num desses golpes que a espada de Solieyu acertou e fez um corte no rosto de Magnólia. Ela olha para ele com olhos ardendo em ódio e diz:

                - Maldito Belmont! Não hei de perder mais o meu tempo com você, verme! Você há de conhecer a morte além da morte!

                O rosto belo se transforma em uma caveira horrível. E corpo de humano torna-se algo horrível composto de ossos, e quatro braços, esses tinham por mãos, lâminas como as de suas foices. E seu tamanho era enorme. Eleonora leva a sua mão a boca para conter o grito de terror, mas pouco escapa e sai abafado.

                - Eleonora saia daqui! Leve Juste embora! Saia!

                Ela parece imobilizada pelo terror.
               
                - Agora!- grita o guerreiro encarando a morte.

                Isso faz com que ela se mexa, tire seu filho do carro, e junto Judite, eles três saem correndo. Juste olha para seu pai, que se põe bravamente de pé contra o seu inimigo.
                Solieyu por cima dos ombros diz ao filho:

                - Meu filho! Agora és o homem da casa, cuide da sua mãe!

                Juste escuta as palavras ditas pelo seu pai, sua mãe o puxa pela mão, e eles saem correndo dali. Um pouco distante Eleonora pára, e ordena que Judite leve seu filho dali.

                - Senhora, não!- diz Judite.
                - Vá Judite, eu encontro vocês depois!
                - Mamãe!- grita o pequeno Juste.
                - Eu já volto, meu amor, eu já volto.- ela se vira para Judite.
               
                Eleonora volta correndo para o campo de batalha. E se esconde atrás de uma árvore e observa Solieyu lutando contra a criatura anormal com mãos laminadas. A batalha é brutal, os cortes fazem com que saia muito sangue de Dario, mas ele continua atacando como se nada acontecesse a ele. Os golpes que ele desferia na mutante Magnólia causavam grandes danos. Em um golpe a lâmina de uma das mão-foices, desceu e ficou presa no chão. Aproveitando que a morte não conseguia tira-la, ele embebedou sua espada com um último frasco de água benta que tinha, e partiu para o ataque, e fez com que sua lâmina agora com algo sagrado cortasse os braços de seu oponente. A morte gritava, em um som agudo e horrível de dor. Ela agora só tinha dois dos quatro membros. Cortes e mais cortes foram dados no Belmont.
                Eleonora coloca a mão dentro de um dos bolsos de seu vestido, lembrando que tinha pego, alguns frascos de água benta que estavam escondidos atrás de uma das luminárias presas na parede. O efeito da água na espada já estava passando e os danos que Solieyu causava já não eram mais tão grandiosos. Eleonora sai de trás da árvore, grita por Solieyu e lança os frascos para ele. Este que os pega. Lançando um para o alto no mesmo ritual faz chover água benta. Fumaça vai saindo da morte. E com outro frasco ele joga mais uma vez na sua espada. E mais uma vez os dois se encontram violentamente em ataque. As lâminas se encontram e saem faíscas. Com o outro braço ela fere Dario mais uma vez. Os dois estão exaustos, mas continuam lutando ferozmente. A chuva está ajudando muito, serve como protetor de Dario, e está encurtando a vida de seu oponente. Mais uma vez lâmina corta a carne do rapaz. A chuva se acaba, agora a batalha está no fim. Os dois mal se mantinham de pé. Sem pensar duas vezes o Belmont corre para cima da morte, e um último e estrondoso golpe pela parte dos dois. Sangue voa pelo ar. Eleonora está perplexa e aterrorizada. Sangue escorre pelo rosto de Solieyu Belmont. Os dois estão em pé. A morte é a primeira a cair no chão derrotada, ela volta a sua forma humana. Solieyu cai em seguida. Eleonora corre na direção de seu amor.

                -Hnnn... meu...meu amo... me perdoe...- e a morte se desintegra em chama azul.- Isso ainda não acabou Belmont.- a voz dela ecoa pelo ar.

                Eleonora se ajoelha ao corpo de Solieyu.

                - Oh meu amor!- diz ela aos prantos.
                - Ung... Eu....eu....eu...te amo.... proteja...nosso...maior...tesouro....Juste...
                - Não, meu amor! Nós iremos! Nós iremos!

                Ele dá um fraco sorriso.

                - Eu...só espero...ser o primeiro...- diz ele olhando para a sua eterna amada...
                - Primeiro?- diz ela chorando.
                - O...primeiro... a dizer... o quanto és.....bela...- sua cabeça pende para o lado sem vida.
                - Não...não meu amor....- diz ela chorando...- não vá meu amor.... não me deixe.

                Eleonora abraça o corpo sem vida de seu amado Belmont em seu colo e chora descontroladamente. Dias depois, os três moravam em uma pequena e simples casa no campo. Não por falta de dinheiro, Eleonora era agora a nova Condessa Di Firenzi, segundo o falso nome de seu amado. Ela contara toda a história dos Belmont que Solieyu havia lhe contado, para seu filho Juste, disse que eles eram grandes caçadores de vampiros, ordenados por Deus a destruir o senhor da escuridão, este que seria Conde Vlad Tepes Dracula. Juste ficou maravilhado em saber da história, e mais maravilhado ainda por saber que ele e seu pai eram um Belmont, entendeu logo que ele morrera bravamente por proteger a sua família. Eleonora era uma mãe carinhosa e uma mulher forte, forte... aos olhos dos outros, quando se via sozinha, chorava alto e muito magoada, pois não tinha seu amor. E em um dia, seu coração se encheu de ódio, pois afinal seu amor morreu por causa do maldito Dracula. Maldito ser das trevas, aquele que foi capaz de tirar toda a felicidade da moça. Pois ela havia de se decidir a acabar de uma vez por todas com esse desgraçado. Ela iria acabar com o maldito. Iria destruir o vampiro que acabara com sua felicidade. Não falou nada para Judite e nem para Judite, deixou um bilhete em cima da mesa, e partiu para Transilvânia. E fez com que Castlevania reaparecesse, seguindo um ritual, qual ela pesquisou, segundo livros que ela havia lido, espalhados pela Romênia. E agora ela se encontrava no quarto do vampiro. Pronta para despertá-lo e acabar com ele de uma vez por todas, se ela o matasse antes que ele tivesse seu poder recuperado, ele ia ser mandado para danação eterna, onde nunca mais retornaria.
                Depois de ter aberto as janelas do quarto do conde do vil castelo, ela para completar o ritual, acendeu as duas velas de chama negra que estavam em frente a uma porta dourada, com um desenho de um rosto horrível, com dois caninos enormes em alto relevo. Acendendo as velas, uma ventania começou. Seus olhos dobraram de tamanho. E a porta abruptamente se abriu, e dentro havia o caixão do Príncipe das Trevas. Uma risada maléfica tomou conta do lugar. Esta que fez a pele de Eleonora arrepiar. O caixão se abre, e lá está ele, o lorde da escuridão, o mais poderoso de todos os vampiros, o senhor de Castlevania, lá estava Conde Vlad Tepes Dracula. Seu rosto belo, e olhou a mulher, e sorriu. Saiu de seu caixão e caminhou até ela. Ela ia andando para trás. Ele ia se aproximando cada vez da mulher até que ela caiu sentada na cama. E finalmente ele disse:

                - O que um anjo como você, ia querer comigo? Por que me acordou, bela das mais belas?

                Demorou um pouco para que ela respondesse, ela ainda estava pasma com o que via, tentou engolir o medo e forçar naturalidade ao responder.
               
                - Por... porque eu o amo! Sim, eu o amo. Tenho adoração por ti, meu senhor, desde que era pequena, desde que escutava a história do mais poderoso vampiro que há na terra.

                Uma sobrancelha se levantou.

                - Então quer dizer, que eu tenho uma admiradora? Ora mas isso é por demais encantador. E tão bela és.

                Eleonora se levanta e caminha na direção de ser das travas, ficando face a face com o belo vampiro. Uma de suas mãos tinham ido para a parte de trás de sua cintura para pegar uma adaga. Ela olhou fundo em seus olhos.

                - Agora finalmente, estás aqui, na minha frente. Posso sentir-te meu amor...- diz ela aproximando seu lábio dos do Conde.
                - Ora... eu...- Dracula, fica um tanto sem reação, afinal, isso tudo é esquisito.

                Ela então o beija, sua língua encosta e massageia a dele. Ele não faz outra coisa senão aproveitar o beijo que a moça lhe dara. A mão da mulher pega a adaga, e num movimento rápido ela enfia a adaga no peito do vampiro, este que grita de dor. Os olhos de Eleonora estão um tanto insanos a se deliciar com a agonia dolorida de Dracula.
               
                - É assim que deves morrer desgraçado! Com lâmina fria nesse seu coração obscuro! Morra demônio!

                Dracula então a agarra pelo pescoço a levantando do chão e começa a rir.

                - Sua tola, nunca soube..- ele tira a adaga de seu peito.- que se quisesse acertar o coração de alguém.- violentamente enfia a mesma no peito de Eleonora dizendo.- Tem que ser pelo lado esquerdo do peito??

                A mulher cospe sangue, Dracula a joga na cama, pouco do sangue que cuspiu espirrou na boca do vampiro. Ele caminha e se deita em cima dela e crava seus caninos em seu pescoço, se alimentando.

                - Ah... isso é maravilhoso, e para aprender a não cometer mais tolices, farei de você eterna, dividirei meu sangue e será igual a mim!- e volta a morder a mulher.