Capítulo 2: Conde Vlad Tepes Dracula
Primeira Parte: A cidade é invadida.
Seus olhos estavam mais verdes e brilhantes, sua respiração tinha aumentado. Por trás dele Roberts coloca sua mão em seu ombro. Com as mãos cheias d’água Allen as leva para o rosto para se refrescar, depois volta-se para ele com um olhar firme, que caracteriza um Belmont.
- Está pronto meu jovem?- Perguntou Roberts com seriedade.
- Eu nasci com isso, faz parte do meu destino. Então vamos cumpri-lo.
Com um sorriso no canto da boca ele dá um pequeno aperto no ombro do jovem Belmont.
Um jovem veado está comendo um pouco de grama no meio de uma floresta nas montanhas. Quando um pequeno tremor de terra faz com que ele se alarme e olhe para trás, mas logo isso pára e ele volta a comer a sua graminha verde... De repente do chão sai uma torre enorme e majestosa que vai subindo rapidamente, e logo abaixo sobe com mais magnitude ainda uma enorme estrutura do século XIII, com tijolos de pedras imensas, janelas por todos os lugares, e mais torres, mas uma em particular com um enorme relógio. E em uma dessas torres estava o veado, fica meio tonto com toda essa tremedeira, ele se levanta, mas de repente de uma janela sai uma mão e puxa o pequeno cervo para dentro pela cabeça. A noite mostra a sua cor, mostra suas estrelas, e ainda trás consigo algo que toma conta do seu céu, com todo seu esplendor de rainha, aparece a lua.
E olhando para a mesma lua, os olhos de Allen Belmont ficam mais brilhantes, e com a sua Vampire Killer preso à sua cintura, ele parte com Roberts cumprir o seu destino, o que o sangue dele pede. No centro da cidade, onde haviam mais casas em um pequeno mercado com tendas coloridas. Os moradores vão para fora de suas casas para olhar o estranho fenômeno. Os murmúrios tomam conta do ar, as feições de estranhes eram praticamente de todos na rua. Até que de repente do céu aparece um monstro enorme, ele não tinha carne, era feito só de ossos, com asas de couro. Todos ali não acreditavam em seus olhos, os gritos das mulheres quebravam o silêncio que entrava em cada ouvido. O ser voador, pára em cima onde há uma maior concentração de pessoas, abre a boca e de lá sai uma enorme bola de fogo. Queimando algumas tendas, algumas pessoas por inteiro e outras parcialmente, todos saem correndo dali. E outra bola enorme de fogo cai ao chão, fazendo mais estragos que a anterior. E como se essa bola de fogo fosse um sinal, outras criaturas começam a invadir a vila. Do chão começam a sair mortos vivos, do céu mais outras criaturas voadoras cuspidoras de fogo. Demônios saltitam de um telhado para o outro, as pessoas tentam de um modo desesperado sair dali para se salvarem, mas algumas não conseguem e são pegas por zumbis ou outros monstros que sobrevoavam as casas. Uma pequena menininha estava correndo de um cão que era em partes carne viva, os gritos de desespero são o que ela mais sabe fazer. E sem se dar conta de onde está indo ela bate em algo, caindo no chão sentada ela olha para cima e vê um ser enorme. Tinha três chifres enormes, nariz de porco, corpo de cavalo e patas de boi. Os olhos dele estavam vermelhos. A menina grita e ao mesmo tempo o monstro solta um rugido e parte para o ataque, quando de repente do nada a cabeça desse monstro cai. E logo em seguida o corpo, e no chão se faz uma chama azul. Caindo do céu aparece Allen Belmont e a sua Vampire Killer. A menina assustada fica sem reação. O cachorro que também antes estava atrás da menina também foi liquidado com um ágil movimento de Allen. Ele olha para ela e pergunta:
- Você está bem?
- Aham.- diz a menina ainda meio perturbada.
Furtivamente por trás de Allen uma sombra com dois olhos vermelhos em meio à escuridão se forma atrás dele. A menina grita, Allen se vira e como o ser já estava muito em cima ele não podia fazer nada, até que de repente uma lança atravessa o corpo do monstro que levantado logo em seguida e ao sair da frente aparece Roberts, com a lança cravada nas costas do monstro Roberts faz com que ele passe por cima de sua cabeça caindo ainda no outro lado, e no chão Roberts enfia mais a lança torcendo o punho e finalmente tirando. E ali mais uma chama azul se faz.
- Saia daqui e encontre um lugar para se esconder.- diz Allen para a menina.
- Ta.
E ela sai correndo. Allen se vira para Roberts e agradece.
- Bem, acho que não precisamos de mais nada, vamos para o castelo.
- E você sabe onde Castlevania está?- pergunta Allen olhando ao redor.
- Não, você deveria saber. Você é um Belmont, você tem que sentir.
- Como?
- Feche os olhos e concentre-se.
Allen o faz e em poucos segundos uma chama azul envolve o seu corpo e fica mais intensa com o passar do tempo, e delicadamente ele abre os olhos e ao olhar para cima uma linha luminosa e azul risca o céu no sentido de baixo para cima bem ao fundo do horizonte.
- Ali...
- Onde?- fala Roberts olhando para a mesma direção de Allen. - Onde?- Pergunta mais uma vez.
- Você não está vendo?
- Não...
- Socoooorro!- uma voz ao fundo de terror toma conta do ar.
Os dois se viram, e encaram a direção de onde a voz veio. E saindo dali correndo os dois se deparam com a vila toda em chamas. E igual ao monstro de ossos e asas de couro aparece outro, só que muito maior e com os ossos bem mais grossos, e está segurando uma mulher em uma das mãos e sobrevoando os arredores. Allen e Roberts ficam parados por um momento. Bolas de fogo continuam a atingir as casas e algumas pessoas. Allen olha para os lados procurando algum lugar onde ele poderia alcançar as alturas para atacar o monstro voador. E ao ver uma porta aberta ele continua analisando e vê que é uma das casas mais altas, e que possivelmente se ele entrasse nela ia o levar para uma janela lá em cima. Então sem se demorar ele corre para dentro da casa, que dentro ainda está em chamas e algumas coisas estão caindo, e com pressa ele sobe as escadas, no final dela há uma bifurcação, ele toma o da direita, e nesse corredor há várias portas em sua parede e todas elas estão abertas, ao passar ele vai olhando para cada quarto para ver onde era aquela onde estava o monstro. Até que chegando ao final do corredor ele encontra, entra no quarto e se prepara para pular janela a fora quando algo o impede. Ele vê Robert voando em direção monstro e tentando atacá-lo, mas é em vão, e Roberts é jogado para longe com um tapa que levou. O monstro enfurecido esmaga a mulher que estava em suas mãos de tal jeito que seus dois braços, uma perna e a sua cabeça se separam do corpo, e o tronco ele joga ao longe. Horrorizado com o que vê ele fica sem reação por um instante. Algo dentro dele começa a queimar, sua alma começa a ficar inquieta, seus olhos começam a brilhar em azul. A chama azul agora está vermelha, a Vampire Killer que é de couro se transforme em uma corrente negra. Ele começa a gritar em raiva para colocar para fora tudo o que está dentro dele. E ele se joga janela a fora direto na direção do monstro como um cometa, a força do impacto faz com que o monstro fosse parede à dentro de uma casa. E por cima do monstro Allen fica. Ele se põe de pé e vira as costas para sair quando de repente é violentamente atacado pelas costas. O ataque foi tão duro que fez com ele caísse casa a fora, quando ele se vira o monstro ainda estava lá voando. Allen ainda com os olhos azuis e a sua Vampire Killer modificada se pôs de pé. Roberts aparece por trás dele.
- Você está bem?- Pergunta Allen.
- Meio tonto, mas estou bem.- fala Roberts olhando para o estado do jovem e agora poderoso Belmont.
Allen se põe um passo a frente, o monstro voador olha para os dois, abre a boca e uma bola enorme de fogo se forma logo a sua frente. Allen pula em direção ao monstro que ao mesmo tempo lança a bola de fogo em sua direção, Allen sem o menor problema a atravessa e continua o seu caminho para o monstro, Roberts pula logo em seguida e desvia a bola de fogo ainda no ar com um soco para o outro lado. Allen ao chegar perto ele golpeia o monstro uma vez na cabeça. E logo em seguida Roberts vem e o atinge na cabeça também. Ai cair em cima de um telhado o bravo Belmont pega impulso para ir novamente ao encontro do monstro de asas de couro e golpeá-lo mais uma vez. Roberts novamente vem logo atrás, mas não tem muita sorte, ele é pego pelo ser. Sua lança cai no chão e ele fica sem muito que fazer ali preso. Allen em cima de outro telhado não se demora em pular novamente para tentar tirar Roberts de lá. Mas o monstro se esquiva e dá um tapa jogando o caçador para uma outra parede à dentro de outra casa. O monstro leva Roberts para perto de sua boca, a abre, enquanto Roberts continua a lutar inutilmente. Da boca desse monstro sai outra bola de fogo queimando Roberts por completo e só se restarem os ossos que são jogados no chão. Depois de alguns segundos a mão do esqueleto começa a mexer e em seguida se senta. A caveira olha para a sua mão e depois olha para os lados e encontra sua lança perto dela. Ela a pega e se levanta, e aquele esqueleto recobra todo a sua carne e tudo voltando a ser Roberts.
- Estamos um pouco esquentados hoje, não é?
Dentro de uma bagunça se encontra Allen caído numa cama ao levantar-se ele se encontra em seu estado normal, sua Vampire Killer está no formato de chicote de couro novamente. Meio tonto com a pancada ele cambaleia se apoiando nas paredes... E esbarrando em uma estante algo cai em seus pés, ele se agacha e pega um frasco com algo dentro, tem água dentro, ele olha para onde o copo havia caído, tinha um pequeno altar com uma bíblia e uma cruz, e se esse frasco com água caiu de lá ele só pode supor que isso seja água benta. E como o sol iluminando as colinas pela manhã, uma idéia iluminou toda sua mente trazendo com sua luz a solução do problema. Enquanto isso, lá fora Roberts está em uma batalha cansativa com o monstro que parece ser bastante resistente, entre um golpe e outro Roberts parece não fazer muito efeito sobre a criatura. Há uma hora em que Roberts monta na cabeça do esqueleto voador e começa a bater em sua cabeça com o cabo de sua lança.
- Morre, morre coisa chata!
O monstro toma impulso e vai com a cabeça contra uma parede. Ao sair Roberts fica afundado nela, o ser voador mais uma vez abre sua boca para lançar mais uma bola incandescente, quando de repente algo o faz gritar em um certo tipo de dor, se é que podemos dizer que algo sem nervos podem sentir dor... Mas tudo bem, o monstro se vira para trás e lá está o jovem Belmont com o seu frasco de água benta. Enfurecido o ser parte para cima de Allen, que pula desviando-se do ataque e ainda no ar posicionando-se atrás do bicho para lançar-lhe novamente a água benta, e mais uma vez o monstro grita.
- Maldição!- diz Allen vendo que o frasco havia acabado.
- Soul Steal!- uma voz sinistra chama a atenção de todos ali na batalha.
De repente o monstro começa a se desfazer em pequenas bolas luminosas e verdes. E essas pequenas esferas vão para um lugar, Allen segue as esferas com os olhos e vê que elas estão indo em direção a uma sombra parada num alto do telhado, está impossível de identificar quem é, bem... é algo na forma humana e pelo que dá para ver tem algo que balança com o vento o que ele pôde presumir que era uma capa.
Roberts sai da parede e se junta a Allen para olhar para cima e ver a mesma sombra.
- Roberts, há muito tempo que não nos vemos!
- É mesmo. Como você está?
- Como deveria. Esse moleque é o ancestral dos Belmont?
Allen dá um passo a frente meio ofendido com a palavra e faz voz grossa:
- Allen... Allen Belmont. E você quem é?
- Estou aqui para ajudar, Belmont. Mas se você se meter no meu caminho eu posso ser o seu maior pesadelo. Agora acho melhor você guardar esses brinquedos e aprender a usar a arma que tem, direito, os outros Belmonts eram muitos mais ágeis com a Vampire Killer que você, tome cuidado garoto ou você pode acabar morrendo.
- Quem é você?- Allen pergunta irritado.
- Um aliado.
E o vulto preto some logo em seguida. Allen olha para Roberts e pergunta quem ele era, e Roberts responde que ele era um amigo e que era de suma importância confiar nele.
Segunda Parte: O Filho do Demônio.
Depois de horas caminhando pelas montanhas eles se deparam com um enorme portão de ferro com dois demônios de pedra sentados como enfeites, por trás desse portão há uma extensa floresta que ficava em frente à majestosa Castlevania que dava para ser vista de longe. Allen pára em frente ao portão, dá um longo suspiro depois se volta para Roberts e diz:
- Bem, é aqui...
- Está com medo?
- Não deveria?
- Deveria e muito... coisas horríveis o esperam lá dentro. Mas não adianta voltar atrás agora, não há como...
- Como assim?
- Você sente vontade de voltar Allen?
Allen pára por um momento pensativo e depois responde:
- Não...
- O feitiço de Castlevania já está fazendo efeito em você, o único desejo que você terá é de entrar e encontrar a morte... Não há como voltar...
- É isso mesmo, Castlevania será o último lugar que você estará antes de morrer Belmont.
Os dois se viram para dar de cara com um ser. Este que é alto, e de roupas elegantes, e negras para combinar com a noite juntamente com a sua capa. Este ser é belo, com a sua fisionomia pálida e sinistra, mostra um rosto com traços delicados mas masculinos, os olhos cinzas, os cabelos louros quase brancos vão um pouco abaixo do ombro, de porte físico forte, um ser majestoso se põe na frente dos dois. Este é Alucard filho do dono de Castlevania. Sim Alucard, o mesmo que lutou ao lado de Trevor Belmont há séculos atrás, na sua cintura Alucard carrega uma espada e um escudo com o seu brasão e no pescoço ele usa uma enorme cruz. Alucard é o único vampiro-humano que existe.
Há muito tempo quando Dracula não se chamava assim, mas conde Vlad Tepes, ainda não havia se acostumado com a idéia de ser imortal, bem... não o fato de ser imortal, mas sim o fato de como ele era imortal, isso aconteceu quase do mesmo jeito que Roberts, mas o porque do castigo de Dracula era muito pior. Nos anos em que Dracula era conde da Romênia em Transilvânia ele fazia culto ao diabo com rituais satanistas para obter tudo, dinheiro, fama, mulheres, qualquer coisa que lhe fosse necessário. E com isso ele saía a noite para raptar pessoas para seus sacrifícios, e assim o fazia ou os queimava em plena praça pública ou os empalava. E seus corpos eram mantidos em seu próprio castelo, e alguns, os que ele mais gostava, ele colocava em seu próprio quarto. Uma noite quando ele estava andando na rua, ele viu uma moça andando pela rua, então ele virou-se para ela e perguntou:
- Olá bela jovem, vejo que tens um rosto belo e rosado.- pegou-lhe a mão e olhou bem para ela.- Sua mão, é macia como a mais fina porcelana, não há calos... Me diga moça, como é a sua vida?
- É boa senhor, tenho um marido muito trabalhador, não tenho nada para reclamar.
Então ele violentamente deu-lhe um tapa fazendo com que a moça caísse, ele a pegou pelos cabelos e a arrastou pelos cabelos até seu castelo. Pouco depois ele volta com mais dois de seu seguidores, um segurando uma lança de seis metros com a ponta afiada, e o outro segurava a moça que gritava em desespero, e no meio da praça ele começa a gritar chamando a atenção de todos.
- Olhai, e percebei que há tipos de pessoas que não merecem viver! Esta mulher, que não passa de uma vadia, enquanto o marido está trabalhando ela passeia pelas ruas alegremente, mostrando todo o seu desamor por aquele que decidiu passar o resto da vida com ela.
Ele caminha na direção da moça que está chorando descontroladamente e agarra-lhe novamente os cabelos e diz:
- Tu és tão bela, como pode ser tão impura, pecadora! É até um desperdício sacrificar, alguém de tão bela face.
A multidão fica extremamente revoltada com o que vê e tenta impedir o que acontece, mas são impedidos por mais seguidores de Dracula, e este dá o sinal para que a sacrifiquem. As pessoas não conseguem ver nada porque os aliados do conde estão tampando tudo, mas dá para escutar um grito horrendo de horror, mas que subitamente pára. E logo se estende ali a lança de seis metros, com a moça empalada e seu sangue escorre, ela ainda agoniza por alguns segundos, mas logo pára. Dracula olha para todos ali horrorizados com a cena e diz:
- Que isso sirva de lição para aquele que não sabe aproveitar a vida! O mundo nunca será dos inúteis, só vive aquele que é mais forte!
No meio da noite quando o conde estava em seu quarto dormindo, algo o tira de seu sono, um estrondo enorme, ele se levanta e olha para a porta de seu quarto, novamente o estrondo. Saindo de seu leito às pressas ele desce as escadas de seu castelo, e vai até a sala principal olhando para uma das janelas, há uma multidão com tochas e um enorme tronco de árvore batendo na porta.
- Mas que audácia é essa?
O conde desce as escadas correndo para chegar até a porta, quando de repente ela violentamente se abre. Os homens segurando o tronco logo o vêem.
- Ali está o maldito, atrás dele!
A multidão entra em peso no castelo e o agarram, levando-o para fora do castelo em protestos.
- Deixem-me ir! Me larguem seus vermes, o que estão pensando em fazer comigo? Não tendes idéia da loucura que estão por cometer. Sou um homem poderoso, e tudo que fizerem contra mim, voltará em dobro para vocês. Larguem-me, soltem-me cretinos!
Um homem aparece do meio da multidão e chega bem à frente de Dracula dizendo.
- Beba isto!
- Não beberei coisa alguma!
Os que estão segurando o conde o olham com estranhes.
- Cale-se idiota! Apenas beba!
- Como ousa?- disse enfurecido.- Você de certo não sabe com quem está falando não é, plebeu!
- Não vai beber?
- Não beberei coisa alguma!- repete ele gritando.
- Cale-se, velho louco.- disse um dos homens que o segurava.
A pessoa que oferecera a bebida para lorde Vlad tinha desaparecido em meio à multidão. Um
homem de barba fica na frente de todos segurando uma tocha em sua mão, e diz enquanto amarram o conde em uma cruz no meio de um monte de lenha.
- Conde Vlad Tepes, você foi condenado à morte por bruxaria! Em nome de Deus será sacrificado nas chamas do senhor, para purificar a sua alma demoníaca. Vai queimar nas chamas do inferno maldito, se arrepende de tudo o que fez?
- Seres inúteis, não sabem o que estão fazendo, eu sou o filho do diabo! Vocês, meros mortais, ainda hão de se arrepender pelo que estão fazendo.
- Maldito demônio, queime! Queime!
A multidão começou a gritar “Queime! Queime!” também. E assim colocaram fogo na madeira, não demorou muito para que tudo pegasse fogo, Dracula só sabia rir, ele ria e ria, numa risada perversa e alta, mas logo essa risada não demorou para se transformar em gritos horríveis de dor. E ele gritou e gritou, até que o último pingo de vida permanecesse em seu corpo.
Da escuridão seus olhos se abrem. Ele está deitado no chão coberto de palha, logo se senta em susto e olha ao redor, é um lugar escuro sem janelas, as paredes são de tijolos de pedras, e há apenas uma porta de ferro enorme. Esta que se abre e lá aparece uma silhueta masculina parada.
- Levante-se.- diz a sombra na porta.
- Quem... quem é você?
- Venha para perto.
Ele o faz. Meio tonto, caminha na direção da sombra, e quando chega perto logo o reconhece.
- Você é o homem que me ofereceu algo para beber!
- Isso mesmo.
- Quem é você? Onde estou?
- Você está em minha casa... seja bem vindo ao inferno, meu filho.- disse ele sarcasticamente.
- Ora pare com isso! Está pensando que sou algum tolo?
- Então veja por você mesmo.
E com um gesto aquilo tudo desaparece, e o mesmo cenário onde Roberts estivera toma conta do lugar, só que um pouco diferente.
- Santo Deus!- disse Dracula assustado.
- Esse é o tipo de coisa que eu não gosto de ouvir!- disse o homem limpando os ouvidos.
- Então? Tu és mesmo o cão?
- O que?- disse Ele em um tom um tanto desconcertado.- Por um acaso tenho cara de cachorro?
Dracula continua perplexo com aquilo tudo.
- Posso saber o por quê de tanto espanto, não eras tu que se dizia “O escolhido, pelo demônio?” Achei que ia já estar acostumado! Mas sabe, Vlad. Creio que levou tal história de meu filho, um tanto longe demais. Para começar, filhos são um fardo em sua vida, então é melhor não tê-los e se os tiver, mate-os... E segundo que se fosses meu filho, seria mais bonito, mas nisso já dei um jeito, olhe-se no espelho.
- Que espelho?
- Atrás de você.
Dracula se vira, e vê... logo se espanta. Chega mais perto para ver mais de perto o que seus olhos o estavam mostrando.
- Não posso crer no que vejo...
E não podia mesmo, ele estava belo, mas extremamente belo, seus olhos, seu rosto, tudo estava transbordando beleza, todos os traços de um homem que pode ser desejado por qualquer mulher na face da terra. Seus cabelos eram longos, da mesma cor da noite, seu rosto, firme, sedutor, demonstrando segurança e um ar de mistério que deixa qualquer um a querer olhar para dentro de sua alma. As roupas como não podia deixar de ser, eram na mais profunda elegância. Seus tons de preto, com uma capa, preta por fora e vermelha por dentro. Dracula logo deu um sorriso para o seu eu do espelho em extrema satisfação. O diabo que estava do seu lado foi logo dizendo:
- Bem, pois acredite. Assim como tua aparência, mudei a tua personalidade.
- O que?- perguntou Dracula se virando prontamente.
- Mas é claro, pois estou realizando o seu maior desejo, não querias ser o meu servo? Não querias servir a mim somente, dedicar a sua vida a mim? Bem, estou lhe dando este presente, Vlad. Estou lhe dando a satisfação de ser o mais importante de todos eles. E por isso, eu te dei poderes, Vlad, poderes inimagináveis, claro que não são maiores que os meus... mas são o suficiente para governar todo esse mundo, para que assim, eu possa reiná-lo para toda eternidade. Já me passou pela cabeça, que um dia ia querer tudo para si, então eu fiz questão de ter controle total sobre seus pensamentos.
- O que?!?!
- És meu servo Dracula, fazes o que o seu mestre manda, e nesse caso, seu mestre sou eu. E como meu servo, vai fazer o que eu quero, eu preciso de ti, vendo que tendes grande vocação para o mau, será o meu ajudante para reconstrução desse mundo.
- Ora seu!
- Seu o que?
- Senhor das trevas, maravilhoso lorde, mestre dos mestres!- depois que Dracula terminar de dizer essas palavras ele pára extremamente assustado e encara o diabo.
- Com eu já disse, Vlad... estás em minhas mãos do jeito que eu quiser... Como eu quiser.
Revoltado, Dracula olha para o diabo e diz:
- Já que eu faço o que você quer, porque não vai você mesmo conquistar o mundo já que é tão poderoso?
- Porque eu não posso sair de meu mundo, estou confinado aqui. E já tentei com um outro ser que poderia ser me útil, mas este me decepcionou. Ele preferiu ser crucificado que se juntar a mim, acabou morrendo o coitado. Bem... o que podemos fazer, não é?
- Está falando de...?
- É isso mesmo, estou falando de Jesus Cristo, o santo homem, que multiplicou pães e peixes blá blá blá!
- Por Lúcifer!
- Assim, é muito melhor, mas devo lhe dizer que este não é meu verdadeiro nome. Lúcifer foi criado pelo povo, meu verdadeiro nome é Gabriel.
- Gabriel... como o anjo mais perfeito...
- Para se intitular meu filho sabe pouco sobre o próprio pai, não é? Já ouviu falar na história do anjo que caiu? O anjo mais perfeito que foi expulso do céu?!
- Então...- fala Dracula perplexo...
- Quem é o anjo mais perfeito, braço direito de Deus, que todos conhecem?
- O anjo Gabriel...- fala Dracula olhando para o nada completamente abismado.
- Exatamente, e quem é o anjo mais perfeito? Eu! Portando eu sou Gabriel!
- Não posso crer!- Disse Dracula olhando no fundo dos olhos de Gabriel.
- Mas, deixemos os detalhes de lado... E vamos ao que interessa, vá meu anjo, vá ser mais belo que existe, vá e conquiste o mundo tão pecador, que por direito é nosso!
Dracula dá o mais belo sorriso de entusiasmo, e diz:
- Como desejar, meu querido senhor!
No mundo dos mortais. Dois aldeões estavam terminando de tampar a cova de Dracula com areia. Quando de repente, uma enorme bagunça, algo sai dela rapidamente, os dois homens caem no chão sem perceber o que havia acontecido.
- O que foi isso?
- Santo Deus!
- Você está bem?
- Sim.- logo ele se interrompe.
O túmulo de Dracula tem um enorme buraco. O homem rapidamente se levanta e chama a atenção do outro para o buraco.
- Santo Deus!
- Boa noite senhores!
Os dois se viram e se deparam com um homem belo, extremamente belo, com cabelos grandes e negros como a mais tenebrosa noite, seus olhos expressavam o poder e a fúria das tempestades, e de sua boca em enorme gargalhada se entrevia enormes presas famintas pelo sangue de seus algozes.
Incrédulos, ali parados , pois seus músculos não lhes respondiam a um comando sequer, um forte e frio vento fez com que as vestes negras em sua enorme capa se levantasse com a mesma fúria com que apenas um movimento de seu braço jogou ao chão aquelas duas pobres almas. A sua sombra cada vez mais se fazia maior por cima das duas pessoas.
- E agora? Onde é que está aquela coragem de mais cedo? Onde está aquele desejo de sangue em seus olhares?- outra risada tenebrosa faz com que os dois tremam de medo.
E em seção de movimentos rápidos, Dracula os dilacera com as suas unhas que se transformam em enormes garras. E um banho de sangue toma conta da horrível cena, os gritos de terror ecoam pela noite coberta por uma espessa névoa. Depois de terminado o massacre, Dracula joga os dois corpos dentro do buraco onde deveria estar o seu corpo e depois cobre com terra. Segundos mais tarde a presença dele não é mais ali.
Entrando pela enorme porta ele está de volta ao seu castelo. Está tudo escuro, há fumaças por todos os lugares, está tudo destruído, sinais de que tudo ali fora queimado era evidente. Ele olhando ao redor dá um grande suspiro. Logo atrás dele, o belo ser que tinha lhe dado vida aparece.
- Está mesmo uma desordem isso aqui.
- O que eu faço?
- Reconstrua.- disse o demônio olhando para ele.
- Reconstruir? Eu posso fazer isso?
- Claro que pode! Por acaso esqueceu que eu lhe dei poderes além de sua imaginação?
- E como eu faço isso?
- Bem, como eu sou generoso, fiz questão de fazer com que você use seus poderes com a maior facilidade. É só você querer e as coisas acontecem.
- Verdade?- disse Dracula com um enorme sorriso no rosto.
- Mas é claro!
Dracula se pôs no centro da sala, olhou ao redor, fechou os olhos e logo em seguida a sala toda destruída já não era mais daquele jeito, estava bela, mais bonita que antes, só que escura. Ele então colocou um candelabro enorme, e o acende. A sala toda se ilumina, ela é toda dourada com estátuas gregas. O chão de mármore preto, a sala tomou total magnitude que antes não havia. O demônio caminha em volta da sala olhando para aquela beleza toda, e com um ar de total aprovação ele recheia o ambiente com elogios.
- Bem, eu devia contratar você para decorar o meu castelo. Você realmente tem um ótimo gosto para essas coisas.
- Isso é incrível! Está como eu sempre quis que fosse!- disse Vlad contemplando a sua criação.
- E isso é só um pequeno pedaço de seu poder, Vlad. Você não tem idéia do quão poderoso é. Mas isso você vai descobrindo com o passar do tempo. Bem, mas eu não vim aqui para lhe mostrar o que você pode fazer. Eu vim aqui para lhe explicar certas coisas que eu esqueci.
- E o que é?
- Bem, Conde Vlad Tepes Dracula, como a sua alma é minha, eu tenho total controle sobre você. Você viu que eu faço você pensar as coisa que eu quero que você pense. E isso eu fiz, porque você é o meu servo, e eu posso usá-lo quando bem entender. E como qualquer servo você tem as suas limitações. E vou dize-las de ante mão. Primeiro: Você é de certo modo livre.
- De certo modo?
- Sim, de certo modo. Estará livre para fazer o que quiser desde que cumpra a tarefa que eu lhe designar. Você não pode morrer, mas há um porém. Você pode ser impossibilitado de colocar os pés nessas terras. Só alguém mais poderoso que você ou usando poder santo pode te destruir. E se isso acontecer, você voltará ao inferno onde permanecerá lá num período de cem anos. Mas não poderá voltar por si só. Voltará se alguém o ressuscitar ou se eu quiser. Ah, eu também pensei na possibilidade de você tomar o outro lado da moeda, ou seja, se tornar uma alma boa. Bem, isso é impossível, pois já lhe explicarei o porquê. Dracula, você como qualquer um que não é um deus precisa de recobrar as suas energias, e para isso você Dracula terá que tirar vidas. A sua alimentação, bem saudável diga-se de passagem. É a base de sangue de qualquer ser vivo. Se você não se alimentar Dracula, vai morrer, e antes disso, vai passar por dores horríveis que eu não desejo nem para o meu pior inimigo, aposto que você não é tão forte que possa agüentar. Por falar nisso, vou lhe mostrar o quanto é ruim.
Com um gesto do diabo Dracula começa a se sentir mal, ele começa a sentir falta de ar, é como se a carne dele começasse a se comer por dentro, se ajoelhando no chão ele olha para o demônio em súplica. Uma taça com sangue aparece na mão do mesmo e entrega para o homem ali ajoelhado. Este agarra a taça e a leva para a boca com voracidade, engolindo com vontade, um pouco escorre pelo canto da boca, ao terminar ele se sente aliviado, com a sua fome terminada. É um alivio extremo. Ele se levanta ainda meio fraco, aquela taça não era suficiente.
- Tu me tens na mão, demônio.
- Eu sei.- disse o mesmo com um sorriso maligno.- Agora vá meu anjo, vá meu ser perfeito, vá e se alimente, eu preciso de você em perfeito estado.
E sem demorar ele parte com uma fera pela janela do castelo. Vai saltando em extrema velocidade de uma árvore para outra. Chegando no povoado ele vê poucas pessoas andando na rua, fica escondido em cima de uma das árvores, os seus sentidos estão aguçados como de um animal que espera pela sua presa, ele fecha os seus olhos e começa a sentir um cheiro que o agrada, o cheiro de sangue, vermelho, quente. Vai imaginando o sangue passando pelas veias das pessoas na rua, correndo por todo os seus corpos à cada pulso que o coração dava. Ele podia escutar as várias batidas de corações, mas não podia atacar assim, tinha que esperar, esperar pelo momento certo, embora a sua fome começasse a ficar mais forte ele ainda podia se conter. E como todo e qualquer predador faminto ele já tem em vista a sua vítima, um rapaz que caminha solitário. E lá de cima ele o segue com os olhos, esperando que ele se distancie da vista de qualquer um, a cada vez que o rapaz se distanciava, Dracula furtivamente ia atrás, até que a distância se fez suficiente. Dracula já não conseguia mais se conter, seus olhos brilhavam em vermelho sangue, como aquele que ele tanto desejava. Não demorou para o ataque acontecer, como um tigre pula em cima de um pequeno carneiro, Dracula pulou em cima do jovem. Agarrando o rapaz pelo pescoço o joga no chão. No chão o indefeso olha para a sombra que permanece de pé com poder, com o medo correndo por todo o seu corpo ele fica imobilizado tentando ver quem era aquela sombra sinistra.
- Eu posso sentir o seu medo! Seu coração está batendo muito rápido, meu rapaz.
- Quem... quem é você?- disse o rapaz se levantando.
- Sou alguém que precisa de ajuda.
- A... ajuda?
- Sim, e você meu belo rapaz, vai me ajudar, como se chama?
- Les... Lestat...- disse o jovem rapaz, com cabelos compridos amarrados num rabo de cavalo.
- Ah, Lestat, belo nome. Bem, Lestat, acho que você poderia ajudar um homem velho, não poderia?
- Sim...é...é claro.- fala ele se colocando de pé.
- Ótimo.
- É só me dizer o que quer...
- Comer.
- Ora, então me acompanhe até em casa, minha mulher fará algo para você.
- Bem, acho que não é preciso que a sua mulher faça alguma coisa. Basta você. Bem... talvez ela também possa ser de grande ajuda.
- Bem, devo lhe dizer senhor, que de cozinha eu não entendo na...
Dracula voa para cima dele o agarrando pelo pescoço. Ele passa o seu rosto pelo rosto do rapaz
- Eu posso sentir... sentir o seu calor. O calor de seu sangue correndo por suas veias. E onde passa mais sangue é...- ele leva o seu rosto para o pescoço do rapaz que tenta inutilmente se livrar dele.- Aqui!- e logo em seguida, morde com os seus caninos enormes.
Cravando as suas presas no pescoço do rapaz, faz com que ele solte um grito de dor, sangue escorre pelo seu pescoço, Dracula começa a chupar o pescoço do rapaz com tremenda voracidade, o jovem já não grita mais, o corpo dele começa ficar mole, sua cabeça pende para trás. Dracula satisfeito, o segura nos braços e o deita gentilmente no chão. E com um sorriso no rosto ele diz:
- Obrigado meu belo rapaz. Você me foi muito necessário. Não esquecerei de você.
E na noite Dracula desaparece. E foi assim, noite após noite, ele saía para caçar o seu alimento. E no dia, ele passava totalmente solitário em seu castelo, ninguém desconfiava que Dracula estava novamente vivo, mesmo porque Dracula reconstruiu seu castelo por dentro e não por fora, as pessoas começaram a dar conta dos desaparecido, mas nada com que Dracula se preocupasse, ele ainda tinha que se acostumar com a fome voraz que muitas vezes o tiravam a paciência porque simplesmente não podia sentar por dez minutos. Mas com o tempo ele aprendeu a se controlar, e ter um pouco de conhecimento sobre os seus poderes com os encontros que tinha com o diabo.
Em uma noite chuvosa, Dracula estava sentado em seu quarto, quando batem na sua porta. Ele pára por um instante, mas volta a se concentrar no que estava fazendo, afinal, podiam ser os ratos fazendo barulho, mas novamente a porta bateu e isso chamou a atenção do conde, ele olhou para fora de seu quarto, estranhando. Quem poderia ser? Ninguém, absolutamente ninguém, afinal ele era dado como morto! Ele ficou olhando, até que escutou novamente. Ele se levantou em preocupação, e caminhou lentamente pelas escadas de seu castelo, e foi parar na sala principal, e a porta bateu novamente, do lado de fora dava para escutar uma voz perguntando “Olá, tem alguém aí dentro?”
- Ora vejam só, se você não vai ao jantar, o jantar vem até você.
E prontamente ele vai para a porta e a abre, e se depara com uma mulher toda molhada na porta. Ela estava vestindo um vestido cor de rosa todo molhado por causa da chuva, ela era uma mulher linda, com os lábios vermelhos, cabelos loiros presos numa trança, olhos verdes claros, uma pele branca de pó de arroz, com as bochechas vermelhas, seus cabelos molhados caiam na testa. Dracula olha por três segundos apreciando o rosto que é fino e delicado, e que lhe presenteia com um belo sorriso tímido. Os olhos da moça se perdem também no delinear da face do conte, e por esses mesmos três segundos os dois pareciam hipnotizados um pelo outro. Até que finalmente um deles fala.
- Venha, pode entrar, está caindo o mundo lá fora.- disse o lorde do castelo.
- Muito obrigada.- disse ela entrando.
Ao entrar ela olha ao redor e fica deslumbrada com tanta beleza na sala principal e não pode conter uma exclamação. Dracula ficou observando-a com certa admiração. A estranha se volta para ele, deixa uma mala no chão e vai cumprimenta-lo.
- Olá, me chamo Lisa, o senhor é o dono desse castelo, suponho.
- Sim, de fato. Me chamo Vlad.
- Bem, o senhor pode até achar estranho uma dama entrando assim no seu castelo, mas é que...
- Não precisa explicar nada. É bem vinda aqui.- uma mecha de seu cabelo cai a frente do seu rosto.
Lisa ficou perdida no belo rosto de Dracula por um instante. Era o homem mais bonito que já vira.
- O que a... senhora?
- Senhorita, não sou casada.
- Bem, o que a senhorita faz por esses lados da Romênia?
- Bem, eu vim a procura de emprego, estou tentando a vida aqui.
- E está procurando que tipo de trabalho?
- Bem, faço de tudo, cozinho, limpo, sou acompanhante de senhoras, conselheira. Se estiver interessado?- ela olha ao redor e dá um suspiro.- Bem, o que acho meio difícil com esse castelo, o senhor deve ser cercado de empregados.
- Não! Bem... eu costumo contratar alguns nômades que passam por aqui para limpar tudo. E acho que eu devia contratar alguns, mas é que eu acho que eles fazem fofocas demais sobre tudo e todos.
- Bem, garanto-lhe que não sou uma pessoa de boca pequena...
- Mas é claro que não, como poderia ser, não parece ser uma dessas que gosta de falar da vida alheia, não é mesmo? E eu gostaria de uma conselheira, bem... não sei o que realmente significa uma conselheira, mas todos os meus amigos influentes têm um, então eu acho que deve ser alguém de suma importância.
Ela dá um belo sorriso seguido de uma pequena e charmosa risada.
- De fato é. Se o senhor, tem grandes patrimônios e não sabe como administra-los ou se está em dúvida em algum acordo que precisa fazer, me deixe a par de tudo e posso te dar alguns conselhos sobre o que fazer, o senhor gosta de conversar?
- Bem... realmente não sei, sempre fiquei sozinho aqui. Acho que seria algo agradável de se fazer.
- Pois então, está aí outra coisa que uma conselheira pode ser útil.- disse ela ainda com o sorriso que fazia com que Vlad ficasse meio hipnotizado.
- Então está acertado, será a minha conselheira!
E eles apertam as mãos para fechar o acordo. Na primeira noite que Lisa dormiu lá ele tentou matar sua fome, mas por algum motivo ele não conseguiu e foi caçar fora de seu castelo novamente. Com o passar do tempo os dois se apaixonaram um pelo outro. Como isso era possível? Afinal o seu coração era dominado pelo demônio, era um coração negro. Será que ainda havia algum traço humano em Dracula? Ainda restava algum pouco de amor em tal criatura? E a resposta era afirmativa, dois anos de convivência eles se casaram e foram embora da Romênia. Tiveram um filho o qual chamaram Adrian Farengheit, mas era chamado de Alucard em homenagem ao pai Dracula. Dracula contara a história de seu nome para Lisa, que era um jogo político da oposição, mas não contou o seu segredo obscuro. O único que sabia era Alucard mas prometera que não ia contar a sua mãe, mas como era jovem e entusiasmado e não tinha noção, pediu que o pai o ensinasse escondido o que ele sabia fazer, afinal sendo filho de vampiro, vampiro era. Relutante Dracula ensinou, ele queria esquecer de tudo e ser de uma família normal, afinal tinha encontrado um novo significado para a sua vida. Mas suas marcas eram fortes, ele não conseguia matar a sua fome com outras coisas, mas sim com sangue, então ele ia toda noite para a floresta e abater um cervo ou um filhote de javali para se refazer. Alucard era diferente, mesmo sendo vampiro ele comia como uma pessoa normal, seus traços humanos eram fortes, mas uma coisa sobrenatural ele puxou do pai, a sua beleza fora do comum. O porte físico robusto, um sonho para qualquer mulher.
E olhando para isso, o diabo fica enojado em seu trono no palácio do inferno.
- Ah! Maldição! Quem é essa desgraçada? Como pôde tirar o meu filho de mim?- ele olha para cima.- Isso é trabalho Seu, não é? Se eu pudesse eu acabaria com você! Você nunca vai acabar com o que eu quero! Eu vou Lhe mostrar, vou mostrar quem é o mais poderoso. Você é tão covarde que nunca aparece para me confrontar, mas eu pessoalmente vou acabar com você seu verme!
E com uma explosão enorme Gabriel some do inferno e aparece em plano terrestre em frente a pequena casa de troncos de Dracula.
- Não posso machucar ninguém aqui, não é? Vamos ver então.- ele fala para si mesmo.
Lisa está sentada em uma cadeira de madeira, lendo um pequeno livro na varanda de sua casa quando ela tira o livro da frente vê que tem alguém na sua frente.
- Olá bela jovem.
Horas depois Dracula retorna com Alucard depois de uma tarde de treinos, ele havia ensinado alguns truques de mágicas, como desaparecer se transformar em algumas coisas, Alucard como aprendiz era bom, era inteligente ele se dedicava ao máximo para aprender tudo o que o seu pai sabia. Dracula foi entrando procurando por Lisa, esta que aparece por trás dele.
- Olá, meu doce, até que enfim você chegou.
- Minha querida!- diz ele a abraçando.
Eles se beijam, ela fica de olhos abertos durante o beijo e um brilho vermelho ilumina os seus dois globos. Dracula se afasta, olha para ela e com estranhes ele pergunta:
- Você está quente. Está bem?
- Estou, está calor hoje, é só. Vlad, eu estava querendo falar com você. É a respeito de Adrian.
- O que tem ele?
- Bem, ele já tem doze anos, ele tem que ter conhecimento das coisas, ficar aqui no meio do nada não vai ajudar para que ele seja alguém na vida.
- Bem, podemos contratar alguém para ensinar-lhe coisas.
- Vlad, não. Ele tem que ver o mundo, conhecer a cidade, vamos voltar para Romênia, ele vai gostar de ficar lá, há mais coisa para ver, podemos voltar para o castelo, eu sei que me contou a sua história e que por causa da oposição não quer que os outros saibam que está vivo, e se você está diferente, não vão saber que é você, pode dizer que é outra pessoa, meu amor, pense bem é o futuro do nosso filho.
Dracula olha para Lisa um tanto sério, mas logo dá-lhe um sorriso, e diz que voltaria. Na mesma noite retornam à Castlevania que se chamava realmente Castelo Dracul, e por lá viveram até que o rapaz completasse seus vinte e cinco anos. O plano, qual fosse, de Gabriel estava dando certo. Alucard recebera toda educação que um nobre poderia receber, em seu enorme castelo foi onde ele morou. Depois de ter manipulado o corpo de Lisa, Gabriel ficou vigiando todos eles no castelo, até que havia chegado o momento de agir novamente. Ele esperou até que Vlad e Adrian saíssem para se alimentar, Dracula ia levar o filho para mostrar-lhe como ele o fazia, porque com o passar dos anos, o lado vampiro de Alucard foi crescendo até que nada mais matava a sua fome. Gabriel prontificou-se a se apoderar do corpo de uma jovem e foi na direção onde Dracula costumava atacar as suas vítimas. Dracula já em posição esperava até que a garota estivesse distante o bastante da vilarejo. Sozinha ela anda calmamente em meio a noite de lua cheia, até que uma pequena rajada de vento acontece, sangue... sangue começa a jorrar de seu pescoço, seu corpo estava pronto para atingir o solo, Dracula a segura antes de cair, ele está lambendo uma de suas enormes unhas suja de sangue. Ele tampa com o dedo, toda vez que Dracula atacava uma aura vermelha rodeava seu corpo, e assim acontece com Alucard. A voz dos dois mudam quando o seu lado vampiro toma conta de seus corpos.
- Venha meu filho, sirva-se.
Alucard olha para o rosto daquela jovem bela e indefesa.
- Porque temos que fazer isso? Não é certo.
- Temos que sobreviver meu filho, é como fomos feitos.
- Foi culpa sua! Se você não tivesse se vendido para o Diabo, nada disso teria acontecido.
- E o que está reclamando?- diz ele gritando.- Foi você quem quis que eu te ensinasse tudo o que eu sei! O que aconteceu com você? Nós temos que nos alimentar! É preciso, é como se fosse a lei da selva, nós somos os predadores, e eles são a presa. Você acha que eu gosto? Sair toda noite para comer, para ter todo esse trabalho?
- É só nisso que você se preocupa? São vidas humanas! Não podemos apenas matar mais animais?
- São apenas mortais meu filho.
- Mamãe é mortal!
- Chega! Agora é tarde demais, a garota já está morta!- ele joga o corpo da garota no chão.- Escute aqui Alucard, nós não podemos ficar sem sangue ou morreremos.
- Eu não quero fazer parte disso, eu não quero ajudar você a tirar mais vidas.
- Pois bem, que assim seja.- ele dá uma risada.- Quero ver quanto tempo, você mantém a sua palavra quando a vontade chegar, bem meu filho, a escolha é sua, eu vou procurar outra pessoa, essa aqui você já desperdiçou, e quantas vezes eu e sua mãe não te falamos que é feio jogar comida fora.
Dracula desaparece dali. Alucard fica sozinho olhando para o corpo da jovem jogado ao chão. De repente ele sente a terrível fome, ele não pode se agüentar, ao ver passar um rato ele
vorazmente o pega e crava os seus dentes no roedor, mas é inútil, não pode matar a sua fome, ele precisa de mais, então some dali e vai procurar outra coisa. Tendo os dois sumido fica lá o corpo da menina, os olhos dela se abrem e ela se levanta. Logo depois ela aparece num bar de caça onde está cheio, toda suja de sangue a garota entra no lugar.
- Por favor, por favor, tentaram me matar!
Todos ali se levantam alarmados, dão um lugar para ela se sentar. Ao se sentar, Gabriel possuindo o corpo da garota começa a falar que tinha sido atacada em frente ao castelo onde morava conde Dracula e que quem tinha atacado ela fora uma mulher que se dizia mulher do Conde do Castelo Dracul. Falou que a mulher havia transformado-se em uma fera enorme e que tinha cravado os seus dentes em seu pescoço, ela mostra a ferida. Todos ali se espantam e não se demoram para pegarem suas armas e irem para o local. A moça os segue no meio do caminho, e sem que ninguém percebesse ela desviou-se do caminho parando no meio da floresta e seu corpo cai sem vida no chão e ao lado Gabriel aparece. Todos os homens chegam em frente de Castlevania, um deles se põe na frente e diz:
- Demônio! Saia daí em nome de Deus! Sabemos que está aí, sabemos que se diz mulher de Conde Vlad Tepes!
De dentro Lisa escuta toda a comoção e vai para fora para ver o que está acontecendo. Ao colocar os pés para fora, todos ali ficam espantados, e logo correm atrás dela, ela se desespera, mas é tarde demais para fugir, um dos homens a agarra pelo braço e a puxa.
Longe dali Dracula está matando a sua fome com outra vítima, quando de repente o Diabo aparece na sua frente fazendo com que o conde largue o corpo. Ele olha para Gabriel assustado, não esperava vê-lo tão cedo, ou até mesmo denovo, e não estava nada satisfeito que o anjo perfeito estivesse na sua frente naquele momento, mas tentou esconder tudo aquilo e falou lhe com forçada naturalidade.
- Oh... olá... quanto tempo que nós não nos vemos.
- Vejo que cheguei em boa hora. Bem, é realmente muito tempo Vlad, sentiu minha falta?
- Cheguei a pensar que tinha esquecido de mim.
- Como eu poderia esquecer do meu ser mais perfeito, do meu anjo fiel. E vim aqui porque eu me preocupo com você, e vi como você estava feliz com a sua esposa, mas ela corre perigo Vlad. Vim aqui te avisar que estão no seu castelo agora e capturaram Lisa.
- O que?
- Bem Vlad, como eu já disse eu não posso fazer nada enquanto estou nessas terras, por isso eu vim te avisar.
Então como um relâmpago ele parte para o seu castelo. Dracula começa sentir algo em seu peito, era como se fosse uma dor, uma dor um tanto aguda em seu obscuro coração, quanto mais rápido ele vai, mais rápido ele quer ir, saltando de árvores, atravessando algumas outras, passando por rochas como se elas não existissem, os olhos brilhando em vermelho, seus caninos extremamente afiados, ele não era mais um homem, mas sim um animal.
Alucard, que tinha deixado seus instintos falarem mais alto estava se deliciando com o sangue de uma jovem adolescente, quando houve algo que o fizesse parar, como se fosse um sinal, a sua pele arrepiou, seu corpo estremeceu e logo ele largou a moça, olhou para uma direção, o que ele estava sentindo era muito forte, era quase que insuportável, ele precisava sair dali. E sem se demorar, como o pai fizera, partiu dali.
Enquanto isso, Dracula continua sua jornada que para ele não tem fim de volta para Castlevania, e quando a vê ao longe, mais rápido ele quer ir, mas não pode, porque é o máximo que pode ir. E com tamanha velocidade ele parte instintivamente para o castelo. E alguns metros do castelo ele volta ao chão, e correndo como um lince o conde faz o seu trajeto, mas de repente ele bate violentamente em algo e cai para trás.
Alucard tinha ido por outro caminho, e conseguiu chegar no castelo, há uma multidão, e sua mãe está amarrada a uma cruz pronta para ser queimada.
- Mãe!
- Alucard!
Todos olham para o belo ser em vestimentas negras. Este que salta por cima de todos deixando-os abismados, e quando chega perto de sua mãe a desamarra e vai para dentro do castelo, e ele consegue fazer tudo isso em um piscar de olhos. Todos ficam apavorados com o que vêem, começam a gritar que são demônios, e vão para os portões do castelo.
Dracula se levanta ainda meio tonto, e olha para frente, ele está sangrando. Ele vai caminhando até bater novamente. Ele olha estranhando, coloca a mão no ar e ela se apóia.
- É uma parede.
Dracula se vira e encontra o diabo novamente.
- Uma parede?!
- Sim, uma parede invisível... É como se fosse um campo de força.
- O que?
- É uma parede sagrada Dracula, é uma proteção contra as pessoas que não têm Deus em seu coração. E isso é criado com a fé das pessoas que estão no castelo. A fé em Deus que eles têm é tão grande que formam essa proteção contra tudo o que é ruim.
Dracula manda uma gigante bola de fogo contra o campo invisível, mas a bola bate na parede se desmancha sumindo em seguida.
- Maldição!- Grita ele em raiva.- Não podes fazer nada?!
- Não, infelizmente meus poderes não são tão fortes quanto os Dele. O Máximo que posso fazer e mostrar-lhe o campo de proteção.
E com um gesto o diabo faz aparecer uma enorme redoma que cobre um vasto pedaço da região e Castlevania está dentro desse campo. Dracula começa a entrar em desespero e a gritar o nome de sua mulher.
Enquanto isso, Alucard está dentro de um quarto com a sua mãe.
- Alucard, seu rosto...
O rosto de Alucard estava diferente, o seu lado vampiro estava exposto.
- Não se preocupe meu filho. Eu sei de tudo. Sei do seu pai, sei de você.
- Ele te contou?- diz Alucard espantado.
- Não meu querido. Na verdade, eu vim aqui para livrar o seu pai da maldição do diabo. Seu pai tem amor no coração, e eu vim para que ele pudesse cultivar e se livrar da maldição que lhe foi posto.
- O que está dizendo mãe?
- Eu, meu querido, fui posta no mundo para ajudar o seu pai, e acabei me apaixonando profundamente por ele, seu pai é um homem encantador. E de nosso amor nasceu você, meu anjo querido.
- Eu pensei que eles não soubessem de nossa existência.
- Eu não sei como descobriram, mas agora isso não é o mais importante. Alucard, eles não fazem isso por mal, eles apenas fazem o que eles acreditam o que é certo, não os culpe, eles estão atrás de seu pai, porque um dia Vlad fora um homem que os prejudicou, mas agora ele está mudado, embora ainda seja um vampiro e que para a sua sobrevivência tenha que matar, mas ele ainda tem amor em seu coração. Eu não posso deixar que nada aconteça com o seu pai, Alucard.
Um estrondo é escutado pelos dois, a porta da sala principal havia sido arrombada, os homem com tochas estavam entrando, e como água que inunda tudo, eles se espalhavam pelo lugar. Os dois dentro do quarto escutam a agitação do lado de fora. Ele pega a sua mãe pelo braço e sai com ela do quarto, e vai correndo escadaria a cima para uma torre isolada. Eles terminam a escada e dão em um corredor enorme, escuro, com um enorme tapete vermelho no chão e gárgulas por todas as partes, todos eles perto das janelas. Correndo em meio aos monstros de pedra eles passam até a metade do corredor quando de repente uma porta se abre e sai um homem com uma besta de lá, ele se vira e dá de cara com Alucard, como o mesmo está com a sua forma em vampiro, de olhos vermelhos e dentes afiados, o homem se assusta e como instinto ele mira a besta.
- NÃO!
O gatilho é apertado, a flecha como um relâmpago corta o ar, e faz o seu trabalho. A sua ponta afiada entra na carne cortando tudo sem dó, até chegar o outro lado e com isso faz com que o corpo espirre um pouco de sangue. Os cabelos louros caem sobre o seu rosto, o corpo se amolece e finalmente deixa que a gravidade faça o resto, mas é impedida pelos braços que seguram. Alucard está com os olhos arregalados segurando Lisa nos braços, ela estava com a flecha em seu corpo, sangue saia de sua boca, os olhos quase vazios. Ela havia se posto na frente de Alucard. Alucard olha para o homem com a besta, este que foge.
- A...Alucard...- ela tosse, e na tosse sai sangue.
Não acreditando no que vê ele ainda a segura nos braços, o corpo dela vai caindo, ele vai se ajoelhando e os dois ficam de um modo que ele fica de joelhos e ela fica deitada com a cabeça em seu colo. Os olhos de Alucard começam a se encher de lágrimas.
- Não... não fales nada meu amor... hmm... não fale nada... era para ser assim, meu filho. Se eu tiver que dar a minha vida para salvar ao seu pai e a todos os humanos eu a darei com gosto, meu amor. Ajude seu pai, Alucard, faça com que ele aprenda a amar. E você meu filho, aprenda sempre a amar o próximo.
- É difícil amar o próximo quando eles não amam você.- fala ele segurando sua mãe em seus braços.
- Meu filho, eles não fazem isso por mal.- ela dá um sorriso.- Não odeie os humanos, se você não pode viver com eles, pelo menos não os cause nenhum mal, para eles a vida já é muito difícil.
Ela geme de dor, as suas forças estão indo embora, Alucard chorando a segura mais forte em seus braços, ela coloca a mão no peito do filho, seu coração estava batendo forte, ele não podia controlar o choro.
- Eu não quero que chores, meu querido, não quero ser o motivo de suas lágrimas, eu não criei-o com todo o meu amor para vê-lo chorar, quero te ver sorrir, porque assim saberei que te fiz feliz meu filho.
- Não me deixe mãe, por favor, não me deixe. Eu te amo tanto, o que será de mim?- fala ele chorando e a segurando.
- Mas eu nunca te deixarei. Estarei sempre em seu coração meu amor. Serei sempre a sua mãe. Me prometa que não fará nenhum mal a ninguém, e que impedirá todos que ameacem acabar com a paz e o amor na terra, promete para mim, Alucard.
- Eu prometo mamãe.- ele retoma a sua forma humana.
- Então eu posso ir em...ugh... em paz... A...Alucard... não...não esqueça... não esqueça de dizer ao seu pai que... que...que eu vou ama-lo por toda a eternidade. Ele foi uma das coisas mais belas e importantes que já aconteceu comigo, você e ele meu anjo, eu amo os dois.
Ela olha para Alucard e uma única e pequena lágrima acaricia sua pele macia e delicada. Os olhos dela vão se fechando lentamente, ela dá um último suspiro, e depois tudo termina. Ela está morta. Alucard abraça com força e chora descontroladamente.
Enquanto isso Dracula fica impaciente tentando quebrar o campo de força, até que uma hora ele desaparece. E ele sem pensar duas vezes parte para Castlevania. Gabriel ali parado fala consigo mesmo.
- Campo de força... essa foi boa. - e dá uma gargalhada desaparecendo seguidamente.
Alucard está carregando o corpo de sua mãe para fora do castelo quando Dracula chega, ao ver ele corre e a pega no colo, olhando para ela sem vida, ele a abraça e começa a chorar em profunda tristeza.
- Meu amor... o que eles fizeram com você?
- Pai... ela sabe de nós dois...
- Sabe o que?- fala ele ainda olhando para a sua mulher.
- Ela sabe do seu trato com o diabo, ela sabe o que somos.
- Meu amor.- ele a abraça e coloca seu rosto no pescoço da morta.- Por que? Por que? Eu te amo tanto!
- Ela disse que...
- Malditos! Malditos sejam todos os humanos!- grita Dracula interrompendo Alucard.
- Pai...
Ele coloca Lisa no chão e vai para a cidade como um caçador vai atrás de sua caça, Alucard tenta impedi-lo mas é inútil, Dracula chega na cidade e entra em uma taverna onde os homens estavam comemorando a morte de Lisa como se ela fosse um demônio. Dracula entra no lugar e contempla todos ali o contemplando em igual. Seus olhos analisam todos eles ali. Ele aperta os olhos em raiva, seu rosto fica mais belo ainda, e uma mecha de seus liso e negro cabelo caem na frente de seu rosto. Todos o olham com extrema admiração. Todas as mulheres tinham em suas mentes, que era o homem mais belo na face da terra, até mesmo os homens achavam o ser atraente aos olhos. E com um gesto Dracula faz com que todos os corpos peguem fogo, ele sai da taverna, e vai jogando bolas de fogo em todos na rua, em crianças, bebês, mulheres, homens, cachorros, casas, tudo. Alucard tenta mais uma vez. impedi-lo, mas nada se pode fazer. Vendo que não ia conseguir nada Alucard parte, em busca de ajuda para parar o pai. Castlevania, desapareceu de onde estava e foi aparecer no alto de uma colina, Dracula achou que não ia conseguir destruir os humanos sozinho, então decidiu montar um grande exercito com demônios e tudo o que havia de ruim no mundo. Como proteção a ataques fez do seu castelo, um lugar encantado, nenhum humano jamais sairia vivo dali. Era como se fosse um labirinto, mas este era diferente, sempre mudava, não havia como encontrar a mesma sala duas vezes, não havia o termo, passar pelo mesmo lugar, quem entrasse lá, jamais sairia. Até que surge uma guerreira, Sônia Belmont, a primeira que derrotou Dracula e o mandou de volta para o inferno com a sua Vampire Killer, arma criada por Deus para derrotar os demônios e vampiros. Mas Dracula não teve seu fim, ele voltou varias outras vezes para tentar atingir o seu objetivo. E outros Belmonts o enfrentaram saindo depois vitoriosos, mas sempre em mente que Dracula algum dia voltaria enquanto tivesse algum pingo de maldade no coração dos humanos, e assim tem sido a busca dos Belmont e Alucard, e dessa vez, é Allen Belmont o destinado a acabar com a maldade do Conde que é considerado o filho do diabo.